Com impasse entre PMDB e ACM Neto, Fábio Mota está fora da vice

    Bahia.ba revela indefinição nas tratativas entre o secretário municipal de Mobilidade, o deputado federal Lúcio Vieira Lima – presidente municipal do PMDB – e o prefeito

    Foto: Valter Pontes/ Agecom

    Cotado como um dos possíveis nomes para ocupar a vice em uma eventual candidatura do prefeito ACM Neto (DEM) à reeleição, o secretário municipal de Mobilidade Fábio Mota (PMDB) está fora do páreo, embora seja o principal nome de confiança do presidente estadual da legenda, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, na administração soteropolitana.

    A dois dias do fim do prazo de desincompatibilização determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o comandante municipal do partido e deputado federal Lúcio Vieira Lima – irmão de Geddel – disse que ainda não tinha sido chamado pelo gestor para conversar sobre o assunto e “lavou as mãos” sobre uma possível decisão. “Ele [ACM Neto] quer que eu diga para ele [Mota] sair. Eu vou seguir o que o próprio prefeito disse, que não vai pedir a ninguém para ficar nem para sair. O prefeito não me chamou para conversar para dizer que a vice caberá ao PMDB. Como vou dizer para alguém sair ou ficar se não está sob a minha governança? Para ficar na minha responsabilidade? Aí a questão é de consciência de cada um, de que o prefeito possa vir a dar a vaga”, alfinetou o peemedebista, em entrevista ao bahia.ba.

    Segundo o parlamentar, embora a tendência seja a manutenção da parceria, sequer está definida a participação da sigla na chapa. “O prefeito diz que só vai conversar sobre eleição depois do São João. Só costumo tratar de um assunto quando passa a existir, quer seja problema ou solução”, disse Lúcio. 

    Foto: Valter Pontes/ Agecom
    Foto: Valter Pontes/ Agecom

     

    Diante do impasse entre Neto e a direção do PMDB, Mota cravou que não entregará o cargo: “A decisão não pode ser unitária, tem que ser partidária. [Luiz] Carreira [chefe da Casa Civil] saiu por quê? Porque o PV pediu. Ninguém é candidato de si próprio. Não sei como foi o caso de Bruno [Reis, secretário peemedebista de Promoção Social e Combate à Pobreza], mas como o PMDB não me pediu para sair, se a decisão é minha, eu não vou sair”, cravou Mota ao bahia.ba.

    Com a manutenção de Fábio Mota na Semob, sobram três aspirantes a vice: Luiz Carreira (PV), João Roma (PRB) e Bruno Reis (PMDB) – favorito se a relação entre o prefeito e o partido não azedar. Guilherme Bellintani (DEM), cotado para o Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e Sílvio Pinheiro (PSDB), especulado no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ao assumirem as funções na esfera federal, estarão automaticamente fora da disputa.