Súmula de fraude a cotas de gênero é aprovada nas eleições proporcionais
Aprovação veio nesta quinta (15) com maioria no TSE

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta-feira (16), por maioria, uma nova súmula jurisprudencial para orientar as instâncias inferiores sobre o julgamento de fraudes à cota de gênero nas eleições proporcionais. Pela súmula aprovada, que teve como base dezenas de julgamentos do TSE sobre o assunto, ficou estabelecido que há fraude à cota sempre que estiver presente algum dos seguintes critérios: votação zerada, prestação de contas padronizada ou com ausência de movimentações financeiras relevantes, ausência de atos efetivos de campanha, divulgação ou promoção da candidatura de terceiros.
Segundo matéria da Agência Brasil, na ocorrência de alguma ou mais de uma dessas hipóteses, os juízes eleitorais e os tribunais regionais eleitorais (TRE’s) ficam autorizados a reconhecer a fraude e cassar toda a chapa do partido envolvido, independentemente dos outros candidatos eventualmente eleitos terem conhecimento ou participação no crime eleitoral.
Pelo texto aprovado, ficam inelegíveis todos os que tiverem participação direta ou anuírem com a fraude. Os votos recebidos pelo partido envolvido serão anulados, sendo realizado recálculo dos quocientes eleitorais e partidários. A regra se aplica já para as eleições municipais deste ano, que estão marcadas para 6 de outubro, com eventual segundo turno marcado para 27 de outubro, em cidades com mais de 200 mil habitantes.
Cerco a fraudes
Pela legislação atual, os partidos são obrigados a destinar no mínimo 30% das candidaturas e a quantia proporcional dos recursos públicos para gastos de campanha para candidatas mulheres.
A regra vale paras as eleições a vereador, deputado estadual e deputado federal. Nos últimos anos, apesar de movimentos do Congresso para anistiar condutas passadas, o TSE vem fechando o cerco às fraudes.
A nova súmula servirá para “sinalizar não só para os partidos, mas para os candidatos, qual é a posição consolidada, no estado da arte jurisprudencial, sobre a fraude à cota de gênero”, frisou o ministro Floriano de Azevedo Marques.
A ministra, Isabel Galotti, foi a única a divergir parcialmente, ela discordou em inserir na súmula a previsão de cassação de toda a chapa do partido envolvido em eventual fraude à cota de gênero. Ela argumentou que, nesse ponto, ainda há casos específicos que colocam dúvidas sobre a jurisprudência. Um desses casos específicos, pendente de julgamento, ainda deve definir se há cassação no caso de candidata mulher eleita com votos suficientes por conta própria, sem se valer dos votos na legenda para conseguir se eleger, destacou Galotti.
Os demais ministros concordaram com a observação da ministra, mas ponderaram que se houver alguma mudança na jurisprudência em algum caso específico, uma ressalva poderá ser inserida “modificando-se a súmula no futuro”, disse a ministra Cármen Lúcia.
Mais notícias
-
Justiça07h01 de 01/01/2026
Defesa apresenta novo pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro ao STF
Advogados alegam agravamento do quadro de saúde do ex-presidente
-
Justiça06h35 de 31/12/2025
Moraes pede que ex-assessor de Bolsonaro explique uso de rede social
Filipe Martins foi preso no sábado (27) por envolvimento na trama golpista que também condenou o ex-presidente
-
Justiça20h49 de 29/12/2025
Justiça marca julgamento de ex-atacante do Vitória preso por tráfico de drogas
Jogador Mateus Gonçalves também responde por associação criminosa
-
Justiça11h05 de 28/12/2025
STF confirma prisões domiciliares de condenados por trama golpista
Decisão de Moraes atinge nove alvos em oito estados, incluindo a Bahia
-
Justiça22h00 de 26/12/2025
Família busca empresário Vilcastro Pires, desaparecido em Itabuna desde segunda (22)
Vilcastro saiu sem documentos ou celular; buscas mobilizam polícias da região
-
Justiça21h15 de 26/12/2025
BYD e empreiteiras fecham acordo de R$ 40 milhões por trabalho escravo na Bahia
Valor indenizará 224 chineses resgatados em obra da fábrica em Camaçari
-
Justiça12h01 de 23/12/2025
Alexandre de Moraes assume a presidência da Suprema Corte em Janeiro
Ministro da Suprema Corte vai cobrir as férias de Edson Fachin, que sai de licença
-
Justiça11h13 de 22/12/2025
STF suspende lei que obrigava oferta de sacolas gratuitas em Salvador
Na última sexta (19) ministro Gilmar Mendes reconsiderou decisão, apontando violação à livre iniciativa
-
Justiça21h04 de 20/12/2025
AGU cobra mais R$ 135 milhões ligados a desvios no INSS
Total de ações cautelares chegou a 37, somando R$ 6,6 bilhões
-
Justiça09h00 de 20/12/2025
Justiça decide indenizar Dilma com R$ 400 mil por perseguição na ditadura
Ex-presidente também receberá reparação mensal e vitalícia











