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Publicado em 21/09/2021 às 10h33.

Big techs compram concorrentes menores em tempo recorde, afirma jornal

Em julho, Biden assinou um decreto para conter a influência das grandes empresas

Redação
Foto: Reprodução Apple
Foto: Reprodução Apple

 

As famosas big techs, maiores empresas do ramo da tecnologia, registraram recorde no ritmo de compra de concorrentes menores em 2021. De acordo com dados levantados pela Refinitiv, fornecedor global de dados e infraestrutura, analisados pelo jornal britânico Financial Times, a estimativa é que essas empresas tenham gastado algo em torno de U$ 264 bilhões.

O número é o maior desde 2000, com a explosão de empresas ponto.com. Segundo os dados da Refinitiv, em 2021, as big techs assinaram 9.222 contratos para aquisição de startups por menos de US$ 1 bilhão, cerca de 40% a mais do que os níveis vistos na virada do milênio.

De acordo com o portal Poder 360, a alta no número de aquisições observados neste ano pode estar relacionada a aceleração nos processos de digitalização das empresas diante da pandemia. Desde o ano passado, milhares de pessoas se voltaram ao comércio eletrônico a partir das medidas de isolamento social.

Em julho, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden assinou um decreto para conter a influência das grandes empresas. A estratégica visa coibir a concentração do poder nas mãos das big techs.

A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) investiga, por exemplo, a compra do Instagram e do Whatsapp pelo Facebook. O órgão tem o poder de desfazer ou até vetar transações futuras.

Apple, Facebook, Google, Amazon e Microsoft estão no radar das agências reguladoras norte-americanas. A Microsoft foi a empresa que registrou o maior número de compras abaixo do limite estabelecido pelos EUA, com 9 transações. Em seguida, vem a Amazon, com 8 aquisições.

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