Publicado em 21/09/2022 às 13h42.

Em meio à escalada na Ucrânia, Xi diz que China precisa se preparar para guerras

O presidente chinês não comentava diretamente a escalada da Rússia no conflito com a Ucrânia

Redação
Foto: Beto Barata/PR
Foto: Beto Barata/PR

 

Principal aliado de Vladimir Putin, o líder chinês Xi Jinping afirmou nesta quarta (21) que o seu país precisa “focar na preparação para guerras”.

Ele não comentava diretamente a escalada do russo no conflito da Ucrânia, com a mobilização planejada de 300 mil homens, anexação de territórios ocupados e uma ameaça explícita de uso de armas nucleares contra países de Otan (aliança militar liderada pelos EUA).

Mas a frase ocorreu no mesmo dia desse desenvolvimento, em uma fala de Xi à cúpula militar do país, o que joga luz sobre a ambiguidade da posição chinesa no ambiente da Guerra Fria 2.0 que trava com os EUA com o apoio de Moscou.

“É necessário resumir de forma consciente e aplicar experiências de reforma [militar], dominar a nova situação e os requisitos das tarefas, para focar na preparação para guerras”, disse o líder, segundo a agência Xinhua.

Antes, a chancelaria chinesa havia emitido um comunicado comentando o agravamento da crise na Europa na qual repetia o pedido por um cessar-fogo imediato, mas novamente evitando condenar Putin pela invasão de fevereiro.

O contexto entre os dois aliados salta aos olhos. A guerra na Ucrânia começou 20 dias depois de Putin se encontrar com Xi pessoalmente pela primeira vez desde a pandemia, em Pequim. Agora, sua guinada vem seis dias depois de uma nova reunião com o chinês, no Uzbequistão.

Temas: China , Rússia

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