Publicado em 03/04/2025 às 14h57.

EUA descartam recuo em tarifas impostas por Trump e mercados reagem

Secretário de Comércio reforça decisão, enquanto bolsas caem e países ameaçam retaliação

Redação
Foto: White House Archived

O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, declarou nesta quinta-feira (3) que não há possibilidade de o presidente Donald Trump voltar atrás na imposição de tarifas sobre produtos importados de 117 países. O anúncio provocou forte reação no mercado global.

“O presidente não vai recuar no que anunciou ontem. Ele não vai voltar atrás. Deixe o negociador fazer seus acordos quando e somente se esses países puderem mudar completamente, o que duvido que aconteça”, afirmou Lutnick em entrevista à CNN.

O que está acontecendo

  • Donald Trump anunciou tarifas sobre produtos importados de 117 países.

  • O presidente chamou a medida de “Dia da Libertação”.

  • O Brasil foi taxado em 10%, a menor entre as tarifas impostas.

  • Os mercados acionários dos EUA registraram queda.

  • O dólar americano atingiu seu menor valor em seis meses.

  • União Europeia, China e outros países prometeram retaliação.

Na manhã desta quinta, os mercados dos EUA operavam em baixa enquanto investidores avaliavam o impacto das novas tarifas sobre o comércio global. Os três principais fundos de índice norte-americanos registraram quedas, e o dólar desvalorizou 2,2% em relação a outras moedas importantes.

Trump justificou a medida afirmando que os países estrangeiros exploram os EUA há anos. “Estamos cobrando dos países que fazem negócios em nosso território e levam nossos empregos, nossa riqueza e muito mais. Tanto amigos quanto inimigos. E, francamente, os amigos muitas vezes são piores do que os inimigos”, declarou.

As tarifas impostas são cumulativas. Ou seja, além da taxa universal de 10% sobre todas as importações, cada país enfrentará tarifas adicionais específicas. Para o Brasil, a taxação final será de 20%.

“Reciprocidade. Isso significa que eles fazem isso conosco, e nós fazemos isso com eles”, concluiu Trump.

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