Publicado em 29/05/2023 às 10h12.

Premiê da Espanha dissolve parlamento e convoca novas eleições após derrota eleitoral

Pedro Sánchez adiantou pleito que aconteceria no fim deste ano para o dia 23 de julho

João Guerra
Foto: Reprodução/Governo da Espanha @desdelamoncloa

 

Nesta segunda-feira (29), o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou de forma inesperada a dissolução do Parlamento do país e a convocação de novas eleições gerais. A decisão foi motivada pelo resultado das eleições regionais ocorridas no domingo (28) na Espanha, que resultaram em uma derrota significativa para o Partido Socialista Obreiro Espanhol (PSOE), liderado por Sánchez.

Em um discurso nesta manhã, o premier da Espanha assumiu a responsabilidade pela derrota sua legenda justificando a antecipação do pleito alegando que “o povo espanhol tome a palavra para decidir o rumo político do país (…) As eleições acontecerão no domingo 23 de julho. Assumo em primeira pessoa esses resultados e acredito ser importante submeter nosso mandato democrático à vontade popular”.

Durante a tarde de hoje, o conselho de ministros realizará uma reunião para aprovar a medida, que resultará na dissolução do Parlamento quando for publicada no Diário Oficial do Estado na terça-feira (30).

A antecipação das eleições é uma surpresa também, considerando que a Espanha assumirá a presidência da União Europeia (UE) no segundo semestre de 2023 e a data limite para as eleições legislativas seria em dezembro.

Sánchez informou ainda que já comunicou sua decisão ao rei Felipe VI da Espanha. É importante ressaltar que a Espanha adota um sistema de monarquia parlamentarista, no qual o rei exerce o papel de chefe de Estado, sendo responsável pelas Forças Armadas e pelo reconhecimento do primeiro-ministro, sem interferir no poder executivo. O cargo de primeiro-ministro, por sua vez, é ocupado pelo chefe de governo escolhido pelo Parlamento por meio de votação popular.

Desde 2019, Pedro Sánchez está à frente do governo da Espanha, após eleições que também foram convocadas antecipadamente.
Como a quarta maior economia da União Europeia, a Espanha tem enfrentado desafios decorrentes da alta inflação. Além disso, há uma parcela da população insatisfeita com as políticas de Sánchez, que governa em uma aliança com o Podemos, um partido de extrema esquerda.

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