Publicado em 15/10/2019 às 19h20.

88% das mulheres de 50 a 69 anos já fizeram mamografia este ano, diz prefeitura

Somente no primeiro semestre de 2019 foram realizadas 2.782 mamografias na rede

Redação
Foto: Danilo Magalhães/Ascom
Foto: Danilo Magalhães/Ascom

 

Com apenas um toque na mama, Marinalva Pereira dos Santos notou algo diferente. A dona de casa de 50 anos, conta que procurou acompanhamento na Clínica da Mulher, na Itinga, em Lauro de Freitas, e de seis em seis meses realiza mamografia e ultrassom para monitorar as alterações encontradas.

Assim como ela, no município, 88% das mulheres com idade entre 50 a 69 anos – faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde – já realizaram o exame de mamografia este ano, conforme divulgou a prefeitura nesta quinta-feira (15).

Somente no primeiro semestre de 2019 foram realizadas 2.782 mamografias na rede. De acordo com a coordenadora de Atenção a Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde (Sesa), Erivete Leite, a meta é alcançar 3.195 até o final de 2019.

Segundo a coordenadora, durante todo o ano, nas 16 Unidades de Saúde da Família (USF), médicos e enfermeiros realizam pequenas palestras chamadas “salas de espera”, abordando a prevenção e diagnóstico do câncer de mama e colo do útero.

“Enquanto os pacientes aguardam atendimentos nas USFs chamamos atenção para os sinais da doença. É importante que as mulheres conheçam o seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. E caso identifiquem alterações suspeitas, devem procurar o serviço de saúde para avaliação de um profissional”, disse.

O município conta com suporte de médicos mastologistas para a eficácia do ciclo completo de diagnóstico do câncer de mama, e disponibiliza às mulheres além da mamografia, o exame de ultrassom mamária, punção da mama e retirada de nódulos benignos no Hospital Municipal Dia Jorge Novis. Em casos onde há suspeita da doença, as mulheres são encaminhadas para o Hospital da Mulher.

O coordenador da Central de Regulação da Sesa, Alan Reis, informa que de 2017 até hoje, 271 mulheres foram reguladas para a unidade especializada, referência no tratamento do câncer de mama no Estado.

“O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele. A doença também pode ocorrer em homens”, alertou.

Sintomas – O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos.

Outros sinais de câncer de mama são: edema cutâneo (na pele), semelhante à casca de laranja, retração cutânea, dor, inversão do mamilo, hiperemia, descamação ou ulceração do mamilo, secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea.

Diagnóstico – Além da mamografia, ressonância magnética, ecografia e outros exames de imagem, que podem ser feitos para identificar uma alteração suspeita de câncer de mama, é necessário fazer uma biópsia do tecido coletado da mama.

Nesse material da biópsia é que a equipe médica identifica se as células são tumorosas ou não. Caso confirme o diagnóstico, os médicos farão o estudo dos receptores hormonais para saber a classificação histológica.

O tratamento vai ser determinado pela presença ou ausência desses receptores na célula maligna, bem como o prognóstico do paciente.

Autoexame – Durante muito tempo, as campanhas de conscientização para o câncer de mama divulgaram a ideia de que o autoexame das mamas, baseado na palpação, era a melhor forma para detectá-lo precocemente. Mas o tempo passou, a medicina evoluiu e as recomendações mudaram.

O autoexame continua sendo importante, mas de forma secundária. Ele é essencial para que a mulher conheça seu corpo, em especial sua mama, e possa perceber qualquer alteração. Ele pode ser feito visualmente e por meio da palpação, uma vez por mês, após o final da menstruação.

Para as mulheres que não menstruam mais, o ideal é definir uma data e fazê-lo uma vez ao mês, sempre no mesmo dia. Entretanto, não substitui o exame clínico feito por um profissional da saúde por meio da palpação e, menos ainda, a mamografia.

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