Publicado em 06/01/2017 às 22h10.

Enfermeira acusa promotor de agressão dentro de hospital

Caso aconteceu na última quinta-feira (5). Em nota de esclarecimento promotor nega o ocorrido

Redação
Reprodução: Blog do Geraldo José
Reprodução: Blog do Geraldo José

 

Um promotor de Justiça da cidade de Remanso, foi acusado por uma enfermeira de ter invadido o Hospital Pró-Matre, em Juazeiro, na tarde da última quinta-feira (5) e agredi-la. O promotor teria sacado uma arma e ameaçado a profissional após recusa de entrega do prontuário de um paciente internado na unidade, por motivo de sigilo.

Segundo informações do Jornal Correio, Cristine Coelho, coordenadora de enfermagem do hospital, se recusou a entregar o prontuário, já que a divulgação só poderia ser feita com autorização da família ou ordem da Justiça, o que irritou o promotor que ameaçou prendê-la. A discussão só acabou após a direção do hospital entregar uma cópia do relatório médico ao promotor, que difere do prontuário.

Em nota, o Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia (SEEB) afirmou que Cristine fez exames de corpo delito e prestará queixa. “O SEEB repudia totalmente este claro abuso de poder. E inadmissível qualquer pessoa exigir informações de pacientes e mais inaceitável ainda é tratar qualquer pessoa de forma agressiva, tampouco em seu local de trabalho. Trabalhar na saúde é estressante e cansativo e casos como este só fazem aumentar a insatisfação do profissional”, informou a nota.

Resposta – Também em nota, o promotor respondeu informando que estava “no exercício das suas funções institucionais” após atender a demanda de familiares de um paciente internado na UTI, que teriam comparecido à Promotoria de Justiça Regional de Juazeiro. Segundo o promotor, “foram adotadas as medidas pertinentes para assegurar o direito à saúde do paciente. Sem qualquer ação desrespeitosa ou ofensiva (…) e que, em nenhum momento, apontou arma para qualquer cidadão”.

Sobre a enfermeira, o promotor Rafael Santos Rocha afirmou que a profissional se negou a fornecer o boletim, mesmo sabendo que o promotor teria autorização familiar e o teria desacatado.

“Mesmo com o desacato, Rafael Rocha registrou que ela deveria atender ao pedido, sob pena de cometer crime de desobediência. Como a enfermeira não acatou a solicitação, o promotor solicitou a presença da Polícia Militar, informando a profissional de enfermagem que ela seria presa, especialmente por se tratar de situação urgente envolvendo pessoa internada em UTI. Ele complementa ainda que, após a chegada da Polícia e de uma ligação do diretor do hospital, a enfermeira então concordou em entregar o documento, o que só ocorreu após um novo período de espera, quando o diretor do hospital também desacatou o promotor de Justiça, que permaneceu no local até a entrega do documento sem ofender a integridade física ou moral de qualquer pessoa.”, afirmou a nota.

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