Publicado em 08/04/2026 às 11h42.

Saiba quem foi o vereador preso pela PF por envolvimento com tráfico de drogas

Parlamentar foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante a Operação Vento Norte

Lívia Patrícia Batista
Vereador Paulo Chicletinho (Foto: reprodução/Redes Sociais e SAI Notícias)

 

A PF (Polícia Federal) cumpriu, nesta quarta-feira (8), 12 mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Eunápolis, Guaratinga e Itagimirim, no sul da Bahia. Entre os detidos está o presidente da Câmara Municipal de Guaratinga, o vereador Paulo Chiclete (PSD)

Chiclete foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. O investigado é apontado como integrante de organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, com atuação na região sul do estado.

Nascido em Guaratinga, o vereador foi o segundo mais votado no município em 2024, com 1.018 votos (8,13%), ficando atrás apenas de Genaldo da Verdura, também do PSD (Partido Social Democrático), que teve 1.091 votos (8,71%). Paulo Chiclete tomou posse como presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga para o biênio de 2025/2026. 

Segundo informações da casa legislativa, Chiclete destacou a importância de uma gestão legislativa transparente e comprometida com o desenvolvimento da cidade . “Vamos trabalhar em conjunto pelo bem da nossa cidade, garantindo que os projetos que beneficiam a população avancem”, declarou o vereador.

Operação Vento Norte

Deflagrada nesta quarta-feira (8), a Operação Vento Norte opera para desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa com atuação no Sul da Bahia. A ação já resultou no bloqueio de bloqueio de aproximadamente R$ 3,8 milhões distribuídos em 26 contas bancárias vinculadas aos investigados. 

Segundo as apurações, a organização criminosa tem atuação estruturada e interestadual, com divisão de funções e hierarquia definida, voltada, principalmente, aos crimes de tráfico de drogas e lavagem de capitais, além de indícios de envolvimento em crimes violentos.

As investigações apontam que o grupo criminoso se utilizava de fintechs para realizar a lavagem de dinheiro, por meio das quais eram movimentadas cifras milionárias, advindas de operações de tráfico de drogas em vários estados.

Em apenas uma das fintechs investigadas, foi identificada uma movimentação superior a R$ 20 milhões. Além dos mandados de prisão e busca, a Justiça determinou ainda o bloqueio de contas bancárias e outros ativos financeiros, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro ilícito, preservar provas e garantir a efetividade das investigações.

Lívia Patrícia Batista
Lívia Patrícia é soteropolitana e atua como repórter de Municípios no bahia.ba. Já atuou na Agência Diadorim, no BP Money, no g1 Bahia e participou da segunda turma do Focas Estadão (Curso Estadão de Jornalismo) de Saúde.

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.