Publicado em 17/12/2015 às 20h40.

Anulação de comissão pelo STF não desmotiva oposição baiana

O STF também deu ao Senado reconhecimento da autonomia para barrar ou aprovar o impeachment contra Dilma

Hieros Vasconcelos

Após o  Supremo Tribunal Federal (STF) ter anulado,  na tarde desta quinta-feira (17),  a comissão eleita na Câmara dos Deputados para analisar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT),  deputados da oposição na Câmara dos Deputados começam a defender o recesso de fim de ano e garantem que o processo de impeachment continuará sendo construído de forma responsável.

Presidente do DEM na Bahia, o deputado federal José Carlos Aleluia. “O processo continua sendo construído de forma serene, firme e responsável. E sua força está na opinião pública. Vamos em frente”, disse.

Ao bahia,ba, o  parlamentar afirmou que respeita a decisão do Supremo, mas em relação à anulação da comissão, pode ter havido uma interpretação indevida do regimento da Câmara.

“O próximo passo será assentar a cabeça e esperar o recesso. Não tem porque não ter recesso, e em fevereiro retomamos. O impeachment não é apenas um processo jurídico, e a motivação permanece”, disse.

Ainda na tarde desta quinta (17),  O STF também deu ao Senado  reconhecimento da autonomia do Senado para barrar ou aprovar o impeachment contra Dilma, mesmo após eventual aprovação do processo na Câmara.  As decisões ocorreram durante julgamento do rito do processo de impeachment que deve ser adotado pela Câmara dos Deputados.

Maia – Um dos ferrenhos defensores do impeachment da presidente, o deputado federal Arthur Maia, líder do Solidariedade na Câmara dos Deputados, disse ao bahia.ba que discorda da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o deputado federal baiano, o impeachment é um desejo do País, e não dos parlamentares. Por isso, ele acredita que tanto a Casa quanto o Senado terão a devida responsabilidade com o povo.

“Discordo, mas recebo e acato com todo respeito a decisão, pois o STF merece. Mas espero que Congresso Nacional, tanto a Câmara quanto o Senado, tenham responsabilidade com o Brasil e de fato façam esse impeachment que é o desejo do Brasil”, declarou.

O deputado, por ter viajado para missão oficial em Paris, representando a Câmara dos Deputados na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 21),  não pôde compor a chapa alternativa que analisaria o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A vaga dele foi ocupada por deputado Fernando Francischini (SD/PR).