Publicado em 31/03/2026 às 16h48.

‘A política é cruel’: desabafa Fabíola Mansur após anunciar saída do PSB

Após 18 anos de fidelidade partidária, deputada estadual afirma que decisão de abrir 'nova porta' foi fruto de uma análise madura

Otávio Queiroz / Luana Neiva
Foto: Raquel Franco / Bahia.Ba

 

Em um desabafo marcado pelo tom de “luta e resistência”, a deputada estadual Fabíola Mansur (sem partido) detalhou as motivações por trás de sua saída do Partido Socialista Brasileiro (PSB), anunciada nesta terça-feira (31). Muito além de uma simples troca de legenda, a parlamentar pontuou que o movimento é uma estratégia de sobrevivência em um cenário político que, segundo ela, impõe desafios severos a quem defende pautas identitárias.

“Para a gente defender pautas como saúde, educação pública e direitos humanos, a gente tem que tentar sobreviver”, afirmou Mansur.

Com 18 anos de atuação ininterrupta no PSB, a deputada rechaçou qualquer rótulo de instabilidade partidária, destacando que a decisão foi fruto de uma análise exaustiva do cenário eleitoral. “Ninguém pode dizer que eu fico mudando de partido. Fiz isso de forma muito madura. Eu resisti”.

Diálogos sem resultados

A parlamentar revelou que o diálogo com a presidência do partido, liderada por Lídice da Mata, estendeu-se até o último momento, mas que a necessidade de viabilizar uma eleição futura pesou na balança. Para Fabíola, o encerramento deste ciclo é um passo doloroso, porém necessário, para quem deseja “esperançar” com uma vitória nas urnas.

“A política às vezes é cruel. A gente precisa fazer análises de cenários para ver onde tem mais chance de eleição. Honestamente, às vezes a gente precisa fechar os olhos e seguir adiante”, confessou.

Mansur reforçou, ainda, que deixa a sigla com a consciência tranquila e o sentimento de dever cumprido. “Minha cabeça está erguida. Defendi e honrei o partido, mas agora precisamos evoluir para ter condições efetivas de disputa”.

Manutenção da base

Mesmo fora do PSB, a deputada fez questão de ressaltar que sua essência política permanece inalterada. Em sua despedida, ela evocou o legado do ex-governador Eduardo Campos e garantiu que o alinhamento com o projeto governista de Jerônimo Rodrigues (PT) e do presidente Lula (PT) segue intacto.

Ao encerrar o ciclo na legenda que a acolheu desde 2008, Fabíola Mansur sinaliza que sua “nova porta” será pautada pela busca de um espaço que ofereça a retaguarda necessária para que suas bandeiras não sejam engolidas pela logística eleitoral. “Meu nome é Luta e Resistência. Vou continuar na batalha”, concluiu.

Otávio Queiroz
Soteropolitano com 7 anos de experiência em comunicação e mídias digitais, incluindo rádio, revistas, sites e assessoria de imprensa. Aqui, eu falo sobre Cidades e Cotidiano.

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