Publicado em 06/04/2026 às 19h14.

ACB recebe relator da PEC 6×1 e reforça diálogo com setor produtivo da Bahia

O encontro reuniu lideranças empresariais e representantes de diversos setores produtivos

Redação
Divulgação: ACB

 

A Associação Comercial da Bahia (ACB) recebeu, na manhã desta segunda-feira (6), o deputado federal Paulo Azi (União Brasil), relator das propostas de emenda à Constituição que tratam da jornada de trabalho 6×1, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O encontro reuniu lideranças empresariais e representantes de diversos setores produtivos em um momento decisivo do debate nacional sobre o tema.

Liderado por Isabela Suarez, presidente da ACB, o evento contou com a presença de Paulo Cavalcanti, presidente do Conselho Superior da ACB; Guilherme Travisani, vice-presidente; Pedro Failla, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Bahia (FCDL-BA); Humberto Miranda, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB); Claudio Cunha, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA); Eduardo Freire Bastos, presidente do Conselho Diretor do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA); Graça Valadares, presidente da Associação dos Lojistas do Shopping da Bahia (ALSCIB); além do deputado estadual Sandro Régis (União-BA).

O encontro foi marcado pela apresentação de dados, preocupações e sugestões do empresariado baiano, especialmente de setores que dependem fortemente de mão de obra, como comércio, serviços, bares e restaurantes, diretamente afetados por possíveis mudanças na jornada de trabalho. O documento entregue à comissão ressaltou a necessidade de diferenciação setorial, implementação gradual e preservação da negociação coletiva como instrumentos para garantir flexibilidade operacional.

Para Isabela Suarez, o debate sobre a modernização das relações de trabalho é legítimo, mas precisa considerar a realidade econômica de cada setor. “O debate é legítimo, mas precisa ser feito com responsabilidade. Estamos falando de uma mudança estrutural que pode impactar milhões de empregos no país. Não é possível tratar de forma uniforme uma economia que é diversa por natureza. Setores como comércio e serviços têm dinâmicas próprias, funcionamento contínuo e forte dependência de mão de obra”, afirmou.

A presidente da ACB reforçou ainda que propostas de redução de jornada sem transição adequada e sem considerar as especificidades setoriais podem gerar aumento de custos, pressão sobre preços e riscos à sustentabilidade das empresas. “A forma como essa mudança será implementada é o ponto central do debate. Sem calibragem adequada, podemos gerar efeitos adversos justamente sobre aquilo que queremos proteger: o emprego e a renda”, completou.

O relator da matéria na CCJ, deputado Paulo Azi, destacou a importância do diálogo com o setor produtivo para construir um parecer equilibrado. “É importante essa oportunidade de estar aqui, atendendo ao convite da presidente Isabela, e ouvir representantes de diversos setores produtivos da Bahia, que trouxeram suas preocupações e sugestões. Isso é fundamental para que possamos construir um parecer que, de um lado, atenda os interesses dos trabalhadores, mas que também tenha um olhar cuidadoso com aqueles que empregam em nosso país”, afirmou.

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