ACM Neto lança chapa majoritária e mira fim de 20 anos do PT na Bahia
A escolha de Zé Coca, o palanque nacional na Bahia e o possível diálogo com o MDB também foram pautados pelo oposicionista

O pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), lançou nesta segunda-feira (30) a chapa com a qual pretende disputar as eleições de outubro e enfrentar o grupo político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que está no comando do estado há duas décadas.
Durante coletiva de imprensa, realizada em Feira de Santana, Neto afirmou que percebe entre os baianos um sentimento de frustração com a atual gestão e defendeu a necessidade de mudança política no estado. O ex-prefeito criticou os 20 anos de governos do Partido dos Trabalhadores na Bahia e projetou o início da construção de “um novo futuro” para o estado.
“Oferecer aos baianos um governo que cuide de fato e de verdade da vida das pessoas, dando segurança, combatendo a violência, dando assistência à saúde, sobretudo no interior, onde as pessoas penam na fila da regulação. Um governo que garanta novas oportunidades de emprego para os baianos, que retome o crescimento econômico da Bahia, que garanta obras estruturantes”, declarou.
Na sequência, Neto afirmou que o objetivo é permitir que a população volte a acreditar em um novo momento para o estado. “O apoio do poder público possa fazer com que as pessoas sonhem com o futuro. É a hora da mudança, é a hora da gente iniciar um novo governo para o nosso estado”, acrescentou.
Vice-presidente nacional do União Brasil, Neto também explicou que a antecipação do anúncio da chapa tem como objetivo ampliar o período de articulação política antes do início oficial da campanha. Segundo ele, a estratégia é concentrar esforços na construção de chapas proporcionais fortes para fortalecer a candidatura majoritária.
“Eu havia dito que nós iríamos limitar o número de partidos políticos. Não adiantava ter 13 partidos, como eu tive na vez passada, e dispersar energia, tempo e candidaturas proporcionais. Agora estamos, por enquanto, com cinco, podendo chegar a seis partidos na aliança. O objetivo é organizar os deputados federais e estaduais para que estejam mais motivados e conectados com o propósito da vitória da chapa majoritária”, afirmou.
Escolha de Zé Cocá para vice
Neto também comentou a escolha do ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), como candidato a vice-governador. De acordo com ele, a decisão seguiu critérios previamente definidos dentro do grupo político.
“Ser uma pessoa do interior, com grande força política, capital eleitoral, experiência administrativa e capacidade de contribuir na gestão. A escolha de Zé Cocá aconteceu de maneira consensual. As principais lideranças políticas do nosso grupo foram ouvidas e opinaram que era o melhor nome”, afirmou.
Segundo Neto, o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, também participou das conversas que resultaram na definição do vice.
Palanque nacional
Ao comentar o cenário nacional, Neto afirmou que ainda considera cedo para definir qual candidatura à Presidência da República terá seu apoio na Bahia. O ex-prefeito mencionou a possibilidade de diálogo com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e também com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Eu tenho que conversar com o meu partido, o União Brasil, e com a federação que também é composta pelo Progressistas. Todos sabem da relação histórica que tenho com Ronaldo Caiado, são mais de 20 anos de amizade. Mas não vamos deixar de dialogar”, disse.
Para Neto, a prioridade neste momento é a disputa estadual. “Existe um propósito maior, que é enfrentar o PT aqui na Bahia e ganhar a eleição no nosso estado. Naturalmente, as conversas sobre o palanque nacional acontecerão no momento certo”, afirmou.
Possível diálogo com o MDB
Questionado sobre a possibilidade de aproximação com o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), diante das discussões internas da legenda na base do governo estadual, Neto evitou antecipar qualquer movimentação.
“Não me sinto à vontade para tratar desse assunto. O MDB hoje está no grupo do governador. Se em algum momento decidir se distanciar, pode haver uma conversa. Eu respeito a autonomia e a independência do partido. Neste momento não existe negociação”, concluiu.
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