Publicado em 03/02/2021 às 16h10.

Aliados de Arthur Lira criticam possível indicação de Bia Kicis para a CCJ

Nome alternativo que surge é da deputada Margarete Coelho (PP-PI), advogada e também próxima do novo presidente da Câmara

Redação
Foto: Agência Câmara
Foto: Agência Câmara

 

Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), resistem à indicação da deputada Bia Kicis (PSL-DF) para a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A parlamentar é procuradora aposentada, uma das principais defensoras do presidente Jair Bolsonaro e alvo de investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre produção e disseminação de notícias falsas contra membros da Suprema Corte.

De acordo com informações da coluna Radar, de Veja, a avaliação entre apoiadores de Lira é que a indicação de Kicis sugere uma provocação desnecessária. Além disso, há expectativa de os trabalhos não se desenvolverem na CCJ, sendo obstrução seguida de outra.

A possível indicação de Kicis teria sido resultado de negociação envolvendo a escolha de Luciano Bivar (PE), presidente do PSL, para a 1ª Secretaria da Mesa Diretora. No entanto, segundo a Radar, informações indicam que o acordo firmado com o deputado Vitor Hugo (PSL-GO), líder informal de dissidentes do partido, não envolve nomes fechados.

Com a insatisfação de aliados, a alternativa que surge para a CCJ é a deputada Margarete Coelho (PP-PI), advogada e também próxima de Lira. A deputada progressista presidiu a comissão que avaliou o pacote anticrime do ex-ministro Sergio Moro e do ministro Alexandre de Moraes, hoje no STF.

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