Alice Portugal celebra avanço de lei contra misoginia e exalta o 2 de Julho

    Parlamentar do PCdoB afirmou que projeto aprovado na Câmara é vitória das mulheres e da democracia brasileira.

    Foto: André Souza / Bahia.Ba

    A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) comemorou, nesta quinta-feira (2), a aprovação do Projeto de Lei 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, tornando a prática inafiançável e imprescritível. A declaração foi dada durante participação da parlamentar no cortejo do 2 de Julho, em Salvador.

    O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados na quarta-feira (1º), com 293 votos favoráveis à urgência e 158 contrários. Para a parlamentar, a medida representa um avanço no enfrentamento à violência de gênero no país.

    “A misoginia é essa chaga estimulante do feminicídio. Foi uma vitória das mulheres e da democracia”, afirmou Alice Portugal.

    Durante o cortejo, a deputada também destacou o significado histórico do 2 de Julho, que celebra a Independência da Bahia e a expulsão definitiva das tropas portuguesas em 1823. Segundo a parlamentar, a data deve ser tratada como um processo contínuo de construção da cidadania e da soberania nacional, especialmente para as novas gerações.

    “O 2 de Julho é essa marca, essa tradição da luta do povo, da independência do Brasil na Bahia. E, sem dúvida alguma, é algo determinante trazer as pessoas, trazer essa história e colocar para as crianças, especialmente, a visão de que a independência é um processo continuado”, disse.

    A parlamentar citou ainda personagens históricos ligados à luta pela Independência na Bahia, como Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica, como símbolos da resistência e da formação da identidade brasileira.

    “Quando o Trump diz que a bandidagem é grupo terrorista, quer ocupar território brasileiro, e nós não podemos admitir. O exemplo dos heróis do 2 de Julho nos estimulam a essa nacionalidade. Maria Quitéria, Maria Felipa, que incendiou navios em Itaparica. A nossa Joana Angélica, que foi a pioneira a impedir a invasão dos portugueses no Convento da Lapa. Então são os nossos heróis e heroínas que estimulam a manutenção da nacionalidade”, afirmou.

    “Não é só a Copa do Mundo que tem que nos mobilizar, mas a história do nosso povo é fundamental para a manutenção da brasilidade”, completou.