Publicado em 21/05/2026 às 08h13.

Ancine avalia multa de até R$ 100 mil para produtora de filme de Bolsonaro

A empresa está no centro da crise envolvendo o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro

Pevê Araújo
Foto: Divulgação

 

Responsável pela produção do filme “Dark Horse”, que retrata a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, a produtora Go Up Entertainment pode receber uma multa de até R$ 100 mil pela falta de comunicação com a Agência Nacional de Cinema (Ancine) sobre as gravações realizadas no Brasil em 2025. A informação foi divulgada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

A empresa está no centro da crise envolvendo o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, e não notificou a instituição do governo brasileiro sobre a realização da cinebiografia. De acordo com a Ancine, um procedimento para a apuração do caso foi instaurado para verificar o papel da Go Up na realização da obra, com estreia prevista para setembro deste ano.

As regras da Ancine indicam que uma produção internacional no Brasil deve ser feita com a responsabilidade de uma empresa registrada na agência, que precisa comunicar e apresentar documentos.

A dona da produtora, Karina Ferreira da Gama, foi indicada ao projeto pelo deputado federal e ex-ator Mário Frias, responsável pelo roteiro da obra. Ela também é presidente do Instituto Conhecer Brasil, que está sendo investigado pelo recebimento de R$ 2 milhões em emendas enviadas pelo deputado bolsonarista para a realização do filme.

A Go Up tem registro na Ancine desde 2020, mas nunca lançou um filme. Após exposição de contatos com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, Flávio Bolsonaro admitiu ter captado R$ 61 milhões para a realização do filme.

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