Publicado em 20/05/2016 às 07h00.

Após gafes, Temer pede à equipe cautela em declarações

Presidente interino solicita que os auxiliares evitem dar opiniões pessoais sobre temas ainda não discutidos no Planalto e não façam pronunciamentos públicos sobre medidas

Redação
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

O presidente interino Michel Temer (PMDB) ordenou a auxiliares e assessores que evitem dar opiniões pessoais sobre temas ainda não discutidos no Planalto e que não concedam entrevistas ou façam pronunciamentos públicos após a definição de medidas, com explicações sobre suas motivações e efeitos. A medida ocorre após uma série de declarações atrapalhadas de novos ministros na primeira semana de sua gestão.

A ordem para que os ministros tenham cautela em declarações públicas chegou a ser transmitida na segunda (16) pelo próprio peemedebista ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Moraes defendeu que o governo não nomeie obrigatoriamente, para a chefia da Procuradoria-Geral da República, o mais votado em uma lista tríplice de integrantes da carreira. Ele disse ainda que o poder do Ministério Público é grande, mas não pode ser “absoluto”.
O presidente discordou de Moraes e afirmou que pretende manter a tradição de escolher o mais votado da lista do MP.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, também em entrevista à Folha, defendeu que o tamanho do SUS seja revisto. A declaração foi alvo de críticas públicas e, no mesmo dia, o ministro recuou, ao ressaltar que o SUS “está estabelecido” e que o tamanho do sistema não será revisto.

Temas: gafes , ministros , Temer

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