Após gafes, Temer pede à equipe cautela em declarações

    Presidente interino solicita que os auxiliares evitem dar opiniões pessoais sobre temas ainda não discutidos no Planalto e não façam pronunciamentos públicos sobre medidas

    Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    O presidente interino Michel Temer (PMDB) ordenou a auxiliares e assessores que evitem dar opiniões pessoais sobre temas ainda não discutidos no Planalto e que não concedam entrevistas ou façam pronunciamentos públicos após a definição de medidas, com explicações sobre suas motivações e efeitos. A medida ocorre após uma série de declarações atrapalhadas de novos ministros na primeira semana de sua gestão.

    A ordem para que os ministros tenham cautela em declarações públicas chegou a ser transmitida na segunda (16) pelo próprio peemedebista ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

    Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Moraes defendeu que o governo não nomeie obrigatoriamente, para a chefia da Procuradoria-Geral da República, o mais votado em uma lista tríplice de integrantes da carreira. Ele disse ainda que o poder do Ministério Público é grande, mas não pode ser “absoluto”.
    O presidente discordou de Moraes e afirmou que pretende manter a tradição de escolher o mais votado da lista do MP.

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, também em entrevista à Folha, defendeu que o tamanho do SUS seja revisto. A declaração foi alvo de críticas públicas e, no mesmo dia, o ministro recuou, ao ressaltar que o SUS “está estabelecido” e que o tamanho do sistema não será revisto.