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Publicado em 15/01/2026 às 10h00.

‘Ninguém sai do páreo sem compensações’, diz Jerônimo após reunião com Diego Coronel

Segundo governador, encontro com filho do senador Angelo Coronel (PSD) foi para ‘fortalecer união’

Raquel Franco / Neison Cerqueira
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

 

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que o principal objetivo da reunião com o deputado federal Diego Coronel (PSD), filho do senador Angelo Coronel (PSD), foi a preservação da unidade do grupo. O encontro realizado nesta quarta-feira (14) é visto como um movimento estratégico para pacificar a base aliada, diante das tensões envolvendo as vagas ao Senado e à vice-governadoria para as eleições de 2026.

“A reunião com o Diego foi para a gente traçar um plano de tranquilidade, para construir um movimento que seja de fortalecimento do time da gente e de fortalecimento da nossa união”, disse Jerônimo durante o cortejo da Lavagem do Bonfim nesta quinta-feira (15).

Ele reforçou o compromisso com a negociação e garantiu que todos terão espaço e as devidas compensações políticas. “Nós estamos querendo mostrar à Bahia que, quando a gente fala que não tira ninguém do páreo, é sem fazer as compensações. A gente não bota ninguém no páreo sem fazer os devidos compromissos. Vamos tentar sentar e encontrar uma saída, nós haveremos de encontrar”, afirmou o governador. 

Interlocutor de Coronel

O governador confirmou que a interlocução de Diego Coronel foi um pedido direto do senador Angelo Coronel, que recentemente sinalizou insatisfação com a possibilidade de exclusão da chapa majoritária para dar lugar a uma composição “puro-sangue” do PT, com Jaques Wagner e Rui Costa.

“Nós não chegamos a entrar de fato nos temas, mas ele [está] disposto. A liderança é de Coronel, que é o senador, e o Coronel pediu que ele [Diego] pudesse mediar esse encontro entre nós. Nós temos ainda prazo para continuar trabalhando, encontrarmos uma saída para colocar todo mundo”, afirmou o chefe do Executivo estadual.

Compensações 

A fala de Jerônimo ocorre em um momento de pressão não apenas do PSD, mas também do MDB. Lideranças emedebistas, como Geddel Vieira Lima, têm reagido às especulações de que a vaga de vice-governador, ocupada atualmente por Geraldo Júnior (MDB), poderia ser utilizada como moeda de troca para acomodar os interesses de Angelo Coronel.

Raquel Franco
Natural de Brasília, formou-se em produção em comunicação e cultura e em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também é fotógrafa formada pelo Labfoto. Foi trainee de jornalismo ambiental na Folha de S.Paulo.

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