Publicado em 11/09/2019 às 17h42.

Aras foi o único candidato a se comprometer com ‘valores cristãs’ e contra união LGBT

Após firmar compromisso com as causas, ele recebeu total apoio institucional da Anajure na disputa pela chefia do Ministério Público; procurador também foi contra o aborto

Redação
Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

 

Ecolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para a Procuradoria-Geral da República, Augusto Aras foi o único dos candidatos ao cargo firmar compromisso com  uma série de “valores cristãos” previstos em carta da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure).

Após se comprometer com as causas, Aras recebeu total apoio institucional da entidade na disputa pela chefia do Ministério Público (MP).

No documento assinado por Aras, a Anajure, que tem trânsito na cúpula do governo, registrou a visão da entidade sobre temas como liberdade religiosa, sexualidade, aborto, gênero, conceito de família, acolhimento de reugiados, ensino confessional, repressão à corrupção e separação dos Poderes.

No entendimento da associação, as posições deveriam ser adotadas pelo MP e pelo governo.

“Ele (Aras) falou que é conservador, leu a carta e está de acordo com os princípios ali elencados. Ele se comprometeu com a pauta prevista, tanto moral quanto de combate à corrupção”,  disse ao Estado o presidente da Anajure, Uziel Santana.

A entidade possui cerca de 700 associados, entre juízes, desembargadores, advogados, promotores e procuradores ligados à igrejas protestantes.

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