Publicado em 18/12/2015 às 20h20.

Barbosa: grau de investimento voltará com a estabilidade fiscal

Como consequência do ajuste fiscal, segundo o ministro, virão o controle da dívida pública, o recuo da inflação e a volta do crescimento

Agência Estado

O ministro Nelson Barbosa, indicado nesta sexta-feira, 18, para assumir o Ministério da Fazenda, disse hoje que o grau de investimento do Brasil voltará como “consequência” das medidas que estão sendo tomadas atualmente para a estabilidade fiscal. “Hoje, nosso principal desafio é fiscal”, afirmou.

Como consequência do ajuste fiscal, segundo o ministro, virão o controle da dívida pública, o recuo da inflação e a volta do crescimento. Ele afirmou que o principal desafio para o equilíbrio fiscal é o controle das despesas obrigatórias. O governo, de acordo com Barbosa, enviará medidas para controlar esses gastos, mas elas precisam de autorização do Congresso Nacional. “Há um tempo político para aprovação dessas medidas. Essas propostas vão promover uma melhora fiscal, contribuir para o crescimento, melhorar inflação e trazer de volta o grau de investimento”, afirmou.

Sobre a meta de superávit primário de 2016, Barbosa disse que ela está dada (0,5% do PIB) e que vai trabalhar para persegui-la Ele afirmou que o desafio deste ano será pagar os passivos apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) das pedaladas fiscais. Questionado se adotaria o regime de bandas para o cumprimento do superávit primário nos anos seguintes, Barbosa disse que vai “discutir no tempo adequado”.

Planejamento – O ministro indicado para o Planejamento, Valdir Simão, disse que o objetivo é concluir a reforma administrativa em curso e trabalhar na melhoria da gestão e qualidade do gasto. “Claro que o ajuste na gestão não é suficiente para alcançar reequilíbrio fiscal, mas contribuirá para o ajuste”, afirmou.

Simão disse que o trabalho será alinhado ao da Controladoria-Geral da União (CGU), que vinha sendo conduzida por ele, e que o órgão ajudará o Planejamento. “Apesar de ser um grande desafio, tenho convicção de que temos ferramentas e pessoas para fazer um trabalho de qualidade em prol do serviço publico brasileiro.”

 

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