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Publicado em 10/02/2026 às 09h47.

Brasil tem segundo pior desempenho da história em ranking global de corrupção

Casos do Banco Master e fraudes do INSS foram apontados como parte do problema dos índices

Heber Araújo
Foto:
Joédson Alves/Agência Brasil

 

Elaborado pela ONG Transparência Internacional, o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) revelou que o Brasil repetiu a segunda pior nota da série histórica. O país obteve apenas 35 pontos em uma escala de 0 a 100, na qual as pontuações menores representam os piores índices registrados.

Entre 182 países analisados, o Brasil ficou na 107ª posição. Em comparação ao ano passado, quando foram registrados 34 pontos, o país se manteve na mesma posição, tendo um aumento de apenas 1 ponto. Entre os países das Américas, o Brasil ficou abaixo da média, que ficou estipulada em 42 pontos.

O levantamento, divulgado nesta terça-feira (10), é considerado o principal indicador de percepção da corrupção no setor público. O levantamento, no entanto, não mede casos concretos nem soma investigações ou denúncias, mas reúne dados de até 13 fontes diferentes e independentes que captam a percepção de especialistas, pesquisadores e instituições que acompanham a integridade pública.

Entretanto, em paralelo, a entidade divulgou um relatório sobre a retrospectiva de 2025 que apontou que os dados do Brasil foram prejudicados pela infiltração do crime organizado no Estado brasileiro, além de casos de macrocorrupção, citando como exemplo os casos das fraudes do INSS e do Banco Master.

O documento destaca ainda o aumento de emendas parlamentares que atingiram R$60 milhões no orçamento de 2026. 

O relatório aponta também os avanços na atuação da Receita Federal e do Ministério Público, apontando ações como a “Operação Carbono Oculto” voltada ao combate à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal. Entre os pontos positivos que também foram apontados está a rejeição da  “PEC da Blindagem”. 

Segundo o relatório, o Brasil aparece empatado com o Sri Lanka e a Argentina, que tiveram pontuações semelhantes, Já no topo da lista, com pontuações entre 80 e 90 pontos aparecem Dinamarca, Finlândia e Cingapura, enquanto Somália, Sudão do Sul e Venezuela estão entre as piores posições, com 9 e 10 pontos.

Heber Araújo
Formado em jornalismo pela Unijorge e pós-graduado pela Faculdade Olga Mettig, exerce a função de repórter de Política no bahia.ba. Anteriormente, teve passagem pelo Muita Informação e pelo BNews. Também já atuou como assessor de imprensa para a prefeitura de Salvador e ONGs.

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