Publicado em 02/07/2026 às 09h41.

Bruno Reis critica governo do PT e diz que Ponte Salvador-Itaparica é ‘grande piada’

Prefeito de Salvador também comentou ausência de Lula no cortejo e afirmou que clima político aponta para desejo de mudança na Bahia

Daniel Serrano / Neison Cerqueira
Foto: Neison Cerqueira / Bahia.ba

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), participou, nesta quinta-feira (2), do tradicional cortejo do 2 de Julho e destacou a importância da data para a história da Bahia e do Brasil. Durante a caminhada, o gestor afirmou que a celebração representa o espírito de luta do povo baiano e disse esperar que os festejos reforcem o reconhecimento da Independência da Bahia.

Segundo Bruno Reis, a data deve servir de inspiração para as novas gerações e manter viva a memória dos personagens que participaram da consolidação da Independência do Brasil.

“Estamos organizando este grande evento cívico, que celebra a data mais importante do nosso estado. É o momento de reconhecer os nossos heróis e fazer com que essa data seja uma inspiração para o cidadão baiano e soteropolitano. Foi muita luta, muita batalha. Isso representa o espírito e o jeito de ser do nosso povo, guerreiro, batalhador, que supera as adversidades e transforma sonhos em realidade com força e coragem”, afirmou.

“São 203 anos de celebração, uma das festas mais tradicionais do nosso estado e da nossa cidade. Temos muita alegria em estar mais um ano ajudando a organizar esse evento e, com fé em Deus, será um verdadeiro sucesso para marcar essa data que é uma referência para o nosso povo”, acrescentou.

Ausência de Lula

Questionado sobre a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que participou presencialmente do cortejo entre 2022 e 2025, Bruno Reis afirmou que a presença de autoridades nacionais é positiva para Salvador, independentemente de questões políticas.

“Nos outros anos ele esteve presente. Esse ano, que era o ano mais importante, ele não estar. Quem pode responder essa pergunta são eles. Eu sempre defendo que quanto mais autoridades, líderes nacionais e pessoas públicas estiverem em Salvador, melhor, porque isso gera mídia, repercussão e desperta o interesse das pessoas pela nossa cidade”, declarou.

O prefeito ressaltou que eventos como o 2 de Julho ajudam a divulgar Salvador nacionalmente e fortalecem o turismo ao evidenciar a história, o patrimônio, a gastronomia e a cultura da capital baiana.

Críticas à Ponte Salvador-Itaparica

Bruno Reis também comentou o ato realizado pelo Governo da Bahia na quarta-feira (1º), que marcou o início das obras da Ponte Salvador-Itaparica. O prefeito criticou a iniciativa e afirmou que o projeto se tornou um símbolo de promessas não cumpridas pelos governos petistas. Segundo ele, obras estruturantes anunciadas há quase duas décadas ainda não foram concluídas.

“Se fosse eu que estivesse à frente de um projeto, por mais problemas que existissem, não faria um ato desses, ainda mais às vésperas de uma eleição, porque isso aumenta a falta de credibilidade. As pessoas ficam com a sensação de que estão sendo enganadas”, afirmou.

Bruno citou ainda a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul como exemplos de projetos que, segundo ele, não avançaram como o esperado.

“A Ponte Salvador-Itaparica, a Ferrovia Oeste-Leste e o Porto Sul foram prometidos ainda na primeira eleição de Jaques Wagner, em 2006. Passaram-se quase 20 anos e essas obras não foram concluídas. A ponte acabou se transformando na grande piada das eleições da Bahia”, criticou.

Polarização e eleições de 2026

Ao comentar o cenário político, Bruno Reis avaliou que, diferentemente de outras regiões do país, a polarização nacional teve impacto menor na Bahia. Para o prefeito, a disputa pelo Governo do Estado em 2026 será influenciada principalmente pela avaliação da gestão estadual.

“A polarização nacional sempre ficou um pouco de fora da Bahia. Claro que ela influencia, mas não decide a eleição. O eleitor vai avaliar o desempenho do atual governador e quem tem capacidade para tirar projetos do papel e melhorar a vida das pessoas”, afirmou.

“O que a gente percebe é que a vida do baiano piorou nesses últimos quatro anos. Isso gera frustração e fortalece o desejo de mudança”, concluiu.

Daniel Serrano
Daniel Serrano é baiano de Salvador e atua como repórter de Política no bahia.ba. com passagens pela TV da Câmara Municipal de Salvador e pelos sites Varela Notícias, Radar da Bahia, Política Ao Vivo e BNews.

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