Publicado em 16/03/2026 às 11h34.

Bruno Reis nega contrato de exclusividade com Banco Master e critica o gorveno estadual

Prefeito de Salvador também comentou acusações envolvendo ACM Neto e criticou antecipação de créditos do Fundef

Heber Araújo / Daniel Serrano
Foto: Daniel Serrano / bahia.ba

 

O prefeito de Bruno Reis (União Brasil) se manifestou, nesta segunda-feira (16), sobre o contrato que a prefeitura de Salvador teria firmado com o Banco Master. De acordo com reportagem da jornalista Mariana Barbosa, do site UOL, o contrato em questão seria de exclusividade e ofereceria operações de “crédito no cartão rotativo” a servidores públicos municipais.

A declaração ocorreu durante coletiva de imprensa realizada na cerimônia de entrega da Escola Maria Constância Moraes de Carvalho, no bairro do Lobato, quando o prefeito negou qualquer exclusividade.

“Eu quero convidar todos vocês para ler o decreto da prefeitura de 2021. Não existe exclusividade para ninguém. Está lá claro, porque eu ouvi muita fake news esta semana sobre esse tema. Atendendo aos servidores, em 2021, até por conta da pandemia, a prefeitura aumentou em 10% o crediário para a aquisição de produtos alimentícios. Isso precisa ficar totalmente claro”, disse Bruno Reis.

O gestor municipal também comentou as acusações contra o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), apontando que, depois que ele perdeu a eleição de 2022, foi trabalhar fora da carreira política. “Ele precisava sustentar sua família. Prestou consultoria para diversas empresas sem ocupar qualquer cargo público, e, na época, essas instituições não tinham qualquer suspeita ou irregularidade.”

Precatórios

Questionado sobre a antecipação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério feita pelo governo da Bahia, o prefeito criticou a ação. Segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, entre 2023 e 2026 a gestão do governador Jerônimo Rodrigues realizou 207 pagamentos ao Banco Master.

Segundo o prefeito, a gestão estadual vendeu um crédito que tinha a receber com desconto. “Ou seja, vendeu os créditos dos professores antecipadamente”, declarou.

“A prefeitura tem um crédito de precatório para receber. Cadê que eu vendi? Não vendi, porque aqui, na gestão municipal, há gestão fiscal e organização”, disparou o prefeito.

Heber Araújo
Formado em jornalismo pela Unijorge e pós-graduado pela Faculdade Olga Mettig, exerce a função de repórter de Política no bahia.ba. Anteriormente, teve passagem pelo Muita Informação e pelo BNews. Também já atuou como assessor de imprensa para a prefeitura de Salvador e ONGs.

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.