Publicado em 05/05/2026 às 19h29.

Câmara de Salvador debate transporte público em sessão desta terça-feira (5)

Vereadores divergiram sobre responsabilidades e riscos para o sistema de transporte público da capital

Redação
Foto: Paulo M Azevedo

 

A campanha salarial dos rodoviários pautou o debate na Câmara Municipal de Salvador nesta terça-feira (5), durante a 23ª Sessão Ordinária, com vereadores divergindo sobre responsabilidades e riscos para o sistema de transporte público da capital.

Presidente da Comissão de Transportes, Trânsito e Serviços Públicos Municipais, o vereador Hélio Ferreira (PCdoB) defendeu a mobilização conjunta entre população e trabalhadores para evitar agravamento da situação. Segundo ele, a articulação é necessária para impedir um colapso no serviço.

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) acompanhou a avaliação e ampliou as críticas à gestão municipal, citando áreas como limpeza urbana, saúde e educação. “Portanto, temos que cobrar por mudanças em meio a índices e investimentos que decaem cada vez mais, como o de 7% em Educação Básica”, afirmou.

Em resposta, o líder do governo na Casa, Kiki Bispo (União Brasil), direcionou críticas ao governo estadual e questionou a aplicação de recursos diante de sucessivos pedidos de empréstimo à Assembleia Legislativa. “E o sistema de saúde estadual atrasa até mesmo os salários dos médicos”, declarou.

No mesmo dia, parlamentares também concentraram esforços na tramitação do Projeto de Lei nº 554/2025, que institui o Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (PMSPDS). De acordo com a vereadora Marta Rodrigues (PT), houve reunião conjunta de comissões para discutir emendas à proposta, que deve ser votada nesta quarta-feira (6). Um novo encontro foi agendado antes da apreciação em plenário.

Ainda durante a sessão, o vereador Kênio Rezende (PRD) abordou casos de violência sexual contra menores e ressaltou a necessidade de denúncia. “Denunciar não é escolha, mas dever de todos”, afirmou. Ele acrescentou que expor esse tipo de violência é difícil, mas o silêncio pode agravar as consequências. “Proteger nossas crianças e adolescentes não é apenas obrigação legal”, concluiu, ao elogiar a atuação de conselheiros tutelares.

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