Carta de Cunha tem tom humilde e admite erro na postura com Janot

    Primeira versão da missiva, que será enviada aos deputados que o elegeram ao cargo de presidente da Câmara, ainda poderá passar por alterações

    Foto: José Cruz/Agência Brasil

    Cartas aos deputados que votaram em seu nome como presidente da Câmara em 2015 está entre as estratégias de Eduardo Cunha para a defesa do seu mandato.

    Conforme a coluna Painel, da Folha de São Paulo, a primeira versão da epístola de Cunha tem tom humilde. No texto, ele assume que passou do ponto na ofensiva contra o chefe da Procuradoria da República, Rodrigo Janot, e pede ajuda para evitar uma “injustiça” que, em suas palavras, pode por fim a sua vida pública.

    O peemedebista trata os deputados por “você” e agradece pelo voto que o elegeu presidente da Casa. Na missiva, ele atribui o impeachment pelo interesse do governo Dilma e da Lava Jato no seu extermínio político.

    O mandado de segurança em que Cunha questiona o rito de seu processo de cassação será julgado pelo Supremo Tribunal Federal no dia 8 de setembro.