Publicado em 23/01/2022 às 12h30.

Com alta ocupação de leitos, Marta diz ser equívoco prefeito não exigir vacinação de alunos

Boletim da Sesab informa que Salvador atingiu 100% dos leitos de UTI pediátricos para pacientes com Covid-19

Redação
Foto: Matheus Morais/bahia.ba
Foto: Matheus Morais/bahia.ba

 

A vereadora Marta Rodrigues (PT), voltou a defender professores e educadores da rede pública municipal, neste domingo (23), que emitiram posicionamento contrário à decisão da prefeitura de não exigir o comprovante de vacinação para os estudantes no retorno as aulas municipais. Para a petista, a decisão é um grande equívoco e coloca todos em risco, principalmente as crianças em situação de vulnerabilidade social diante dos dados da Sesab.

Conforme o boletim da secretaria divulgado neste domingo (23), Salvador atingiu 100% da ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátricos para pacientes com Covid-19. O boletim informa que em Salvador, dos 406 leitos ativos, 272 estão ocupados (67% de ocupação geral). A taxa de ocupação dos leitos de UTI adulto é de 60% e o pediátrico está em 100% (20 equipamentos).

“Permitir que o retorno aconteça sem a comprovação coloca todos em risco. Estamos diante de uma disparada de casos por causa da Ômicron e com enfermarias pediátricas e UTIS com alta taxa de ocupação. As campanhas educativas precisam ser retomadas com urgência para que a população entenda que a vacina é a arma contra a pandemia e o comprovante é a garantia da proteção de todos. Não se trata de proibir estudante de entrar na sala de aula, mas de fazer com que ele entre em segurança, para si, para seus familiares e para toda a rede de trabalhadores. Deve-se fazer busca ativa dos estudantes matriculados ainda não vacinados e incentivar, orientar e conduzir para a vacinação aqueles que chegarem às unidades escolares sem o comprovante”, disse Marta.

A vereadora do PT fez coro as notas públicas do Sinpro-BA e da APLB, que, além de se posicionarem contra a não exigência do comprovante, pedem à prefeitura informações sobre quais os protocolos de segurança para o retorno das aulas, como materiais de proteção, distanciamento e estrutura adequada para higienização. “É urgente que se defina essas estratégias de vacinação completa, que os educadores saibam como agir quando uma criança apresentar sintomas, realizar campanhas e, principalmente, facilitar a imunização dessas crianças e adolescentes, ao invés de dificultar”, disse.

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