Publicado em 04/05/2016 às 14h55.

Começa tumultuada a sessão da comissão do impeachment

Aberta com quase uma hora de atraso, reunião é marcada por sucessivas questões de ordem apresentadas por senadores da base aliada ao governo

Agência Brasil
CEI2016 - Comissão Especial do Impeachment 2016
Questões e ordem protelam o início dos trabalhos da comissão (Foto: Fotos Públicas)

 

Começou há pouco a sessão da Comissão Especial do Impeachment no Senado na qual será apresentado o parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) sobre a admissibilidade de processo contra a presidente Dilma Rousseff.

Com quase 1 hora de atraso, a sessão teve um início tumultuado por sucessivas questões de ordem apresentadas por senadores da base aliada ao governo. A senadora Gleisi Hoffmann questionou o fato de na terça-feira (3), durante a exposição de especialistas contrários ao impeachment, o relator ter se ausentado para escrever seu voto.

O líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB) classificou o questionamento como um ato de desespero de quem quer retardar o processo. “O que se vê nesse instante é o velho PT de sempre, o PT do quanto pior melhor”, disse.

O presidente do colegiado, senador Raimundo Lira (PMDB-PB) negou prosseguimento à questão de ordem. Explicou disse que a ausência esporádica do relator não invalida e nem constrange os trabalhos da comissão. Além disso, Lira lembrou que as notas taquigráficas da sessão tem todos os registros na íntegra e está disponível para o relator consultar.

Próximos passos –  A discussão do parecer de Anastasia será feita nesta quinta-feira (5), quando o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, responsável pela defesa da presidente, terá uma hora para contrapor as conclusões do relator. Em seguida, os senadores passam a debater o parecer que será votado pelo colegiado nesta sexta-feira (6).

Na Comissão Especial, o documento precisa do apoio da maioria simples dos senadores, ou seja, metade mais um dos que estiverem presentes à sessão. Se admitido, também em votação por maioria simples, Dilma será imediatamente afastada do cargo por até 180 dias. Nesse período, o vice-presidente Michel Temer assumirá a presidência da República.

Enquanto isso, no Senado, a Comissão Especial retomará o processo para iniciar a fase de instrução e emitir novo parecer. Não há prazo para que o Senado faça o julgamento sobre o impedimento da presidente.

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