Publicado em 30/01/2016 às 08h40.

Cooperativa relata propina a ex-secretário de Alckmin

Coaf é apontada como centro de um esquema de venda superfaturada de produtos agrícolas e suco de laranja destinados à merenda

Agência Estado
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Foto: Roberto Navarro / AL-SP

 

O executivo Cássio Chebabi, alvo da Operação Alba Branca – investigação sobre fraudes na merenda escolar -, declarou à polícia que o lobista Marcel Ferreira Júlio lhe contou que o ex-secretário estadual da Educação (gestão Geraldo Alckmin, do PSDB) Herman Voorwald “recebeu R$ 100 mil” para não contratar a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) e manter negócio com uma antiga fornecedora da pasta.

A Coaf é apontada como centro do esquema de venda superfaturada de produtos agrícolas e suco de laranja destinados à merenda. Ao menos 22 prefeituras e contratos da Secretaria da Educação estão sob investigação.

Chebabi diz que um vendedor da Coaf, César Bertholino, também lhe disse sobre a suposta propina ao ex-secretário. Voorwald caiu do comando da Educação em dezembro, em meio ao projeto de reorganização escolar que provocou protestos de estudantes. Ele voltou a dar aulas de na Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, onde reside. Voorwald desafia os acusadores a provar o que dizem.

Chebabi é presidente da Coaf. Ele depôs no dia 21, 48 horas depois que a Alba Branca foi deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público estadual em Bebedouro. Em seu relato, ao mencionar Voorwald, Chebabi faz menção ao presidente da União dos Vereadores do Estado de São Paulo, Sebastião Misiara – outros investigados disseram que Misiara seria uma espécie de “intermediador” da Coaf, abrindo espaço para a cooperativa em prefeituras e no Estado. Misiara nega exercer tal papel.

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