Publicado em 17/03/2026 às 07h23.

‘Coração dilacerado’: Leo Prates deixa PDT após aliança com PT na Bahia

Parlamentar formaliza saída nesta terça (17) citando incompatibilidade com atuação local da sigla

Raquel Franco
Foto: Raquel Franco / bahia.ba

 

O deputado federal Leo Prates anunciou oficialmente, nesta terça-feira (17), sua desfiliação do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Em carta aberta direcionada aos correligionários, o parlamentar justificou a saída com base no atual cenário político estadual. Segundo ele, a aproximação da legenda com a gestão de Jerônimo Rodrigues (PT) inviabilizou sua permanência. 

Prates afirmou que deixa a sigla “com o coração dilacerado”, reforçando que sua trajetória política sempre esteve atrelada ao grupo de oposição no estado.

No documento, o deputado relembrou sua trajetória na legenda, iniciada em 2020, quando ingressou com o objetivo de fortalecer a construção da candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. 

Prates destacou o apoio recebido de figuras centrais do partido na Câmara dos Deputados, onde entrou “de corpo e alma para a família PDT”. Ele citou o presidente nacional licenciado e ministro, Carlos Lupi, e o presidente do PDT na Bahia, deputado federal Félix Mendonça Júnior. 

O parlamentar também mencionou sua atuação como ex-secretário de Saúde de Salvador e sua gestão à frente da Comissão de Trabalho na Câmara Federal como marcos de sua passagem pelo partido.

Qual sigla será seu destino?

Em janeiro deste ano, durante entrega de obras na capital baiana, Prates já havia sinalizado o desconforto gerado pela entrada do PDT na base de apoio do governador Jerônimo e antecipado o diálogo com o Republicanos. Na ocasião, ele classificou a relação com a nova legenda como um “namoro” que vinha desde 2016. 

Aliado histórico de ACM Neto (União Brasil) e do prefeito Bruno Reis (União Brasil), na ocasião o parlamentar reiterou que seu foco para 2026 é a eleição de Neto ao Governo do Estado.

Dança das cadeiras

A movimentação ocorre no período da janela partidária para as Eleições 2026. De acordo com as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o prazo para que deputados federais e estaduais mudem de legenda sem o risco de perda do mandato por infidelidade partidária começou no dia 5 de março e se estende até o dia 3 de abril

A regra é válida exclusivamente para parlamentares em fim de mandato que pretendem concorrer ao pleito de outubro, funcionando como uma “justa causa” para a troca de sigla antes do fechamento do registro de candidaturas.

Raquel Franco
Natural de Brasília, formou-se em produção em comunicação e cultura e em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também é fotógrafa formada pelo Labfoto. Foi trainee de jornalismo ambiental na Folha de S.Paulo.

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