Publicado em 25/03/2026 às 19h18.

Deputada é investigada pelo MP após uso de blackface em sessão

A investigação foi aberta após representação da deputada federal Érika Hilton (PSOL)

Luana Neiva
Reprodução: Alesp

O Ministério Público de São Paulo instaurou nesta quarta-feira (25) um inquérito civil público para investigar a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) por suspeita de racismo, transfobia, misoginia e violação de direitos humanos.

A apuração tem como base um discurso com uso de blackface feito na tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo na semana passada. A investigação foi aberta após representação da deputada federal Érika Hilton (PSOL), que foi alvo das declarações.

Segundo o promotor Ricardo Manuel Castro, o blackface é uma prática racista ligada à escravidão e ao preconceito, caracterizada por pintar o rosto de preto de forma caricata e estereotipada.

“Sob a ótica dos direitos humanos, o blackface é uma violação da dignidade humana, pois ridiculariza, despreza e diminui a população negra. Portanto, não é visto como entretenimento ou ‘fantasia’, mas como uma forma de racismo que perpetua a subalternidade”, afirmou.

O promotor também destacou a necessidade de apurar eventual responsabilidade da parlamentar por dano moral coletivo decorrente de discurso racista, transfóbico e misógino ao criticar a atuação de Érika Hilton na Câmara dos Deputados.

Procurada, a defesa da deputada informou que não vai se manifestar no momento e que aguarda notificação oficial.

Luana Neiva
Jornalista formada pela Estácio Bahia com experiências profissionais em redações, assessoria de imprensa e produção de rádio. Possui passagens no BNews, iBahia, Secom e Texto&Cia.

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