Publicado em 07/10/2016 às 16h12.

Disputa pelo comando do Legislativo se desenha entre Câmara e Prates

Além do atual presidente, Paulo Câmara, mais sete estão no páreo: Leo Prates, Tiago Correia, Geraldo Jr., Orlando Palhinha, Joceval Rodrigues, Isnard Araújo e Lorena Brandão

Rodrigo Aguiar
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Foto: Divulgação / CMS

 

A eleição para a presidência da Câmara de Salvador só acontece no dia 2 de janeiro, mas nos bastidores da Casa oito vereadores, todos da base do prefeito, já se movimentam em busca de votos ou, mesmo com poucas chances de vitória, ensaiam candidaturas para colher outros frutos adiante.

Além do presidente do Legislativo soteropolitano, Paulo Câmara (PSDB) – que adota o silêncio publicamente mas já revelou a pessoas próximas que disputará a reeleição – mais sete vereadores estão no páreo: Leo Prates (DEM), Tiago Correia (PSDB), Geraldo Júnior (SD), Orlando Palhinha (DEM), Joceval Rodrigues (PPS) e Isnard Araújo (PHS), além da estreante Lorena Brandão (PSC), que diz ter o “desejo”.

Com a maior bancada eleita da Casa (6 integrantes) e partido do prefeito, o DEM se sente “no direito” de pleitear o posto, segundo Palhinha. Líder do DEM e vice-líder do governo, Prates já é apontado há meses por colegas como um possível postulante à presidência da Casa. Quando questionado sobre o assunto, não confirma nem descarta se lançar candidato.

Dos possíveis postulantes ao comando da Câmara, três fazem parte da atual Mesa Diretora, à exceção do próprio presidente: Geraldo (1º vice-presidente), Isnard (3º vice-presidente) e Palhinha (2º secretário).

Vereador mais votado de Salvador no último domingo (2), Câmara vê dessa vez um número maior de aliados se colocar à disposição dos pares para a disputa, o que aponta, pelo menos a princípio, para um esforço maior nos bastidores em busca de votos.

Vereadores ouvidos pela reportagem atribuem o movimento ainda a insatisfações pessoais em relação ao presidente, pelos mais variados motivos – desde o suposto não cumprimento de acordos até a disputas eleitorais.

A eleição para o comando da Câmara tem ainda uma particularidade especial: será definida pela nova composição da Casa, em vigor a partir de janeiro. Também será determinante a postura do prefeito ACM Neto (DEM) durante o processo. Resta saber se Neto deixará o jogo correr ou se apadrinhará alguma candidatura, ainda que nos bastidores.