Publicado em 30/04/2021 às 17h40.

Dr. Jairinho será indiciado pelo crime de tortura contra filha de ex-namorada

Investigações foram iniciadas após a morte do menino Henry Borel

Redação
Foto: Renan Olaz/CMRJ
Foto: Renan Olaz/CMRJ

 

O vereador Dr. Jairinho será indiciado pelo crime de tortura de acordo com informações da Polícia Civil e do Ministério Público. Nesta sexta-feira (30), os órgãos detalharam a conclusão do inquérito contra o edil, que é investigado por supostamente agredir a filha de uma ex-namorada.

As investigações foram iniciadas após o vereador ter sido denunciado por suspeita da morte do menino Henry Borel. As apurações foram iniciadas na 16ª DP (Barra da Tijuca, RJ), contudo, como o inquérito é diferente, a investigação foi transferida para a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV).

Os detalhes foram passados em coletiva de imprensa com os delegados Felipe Curi, diretor do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), e Adriano Marcelo França, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), e a promotora do caso, Elisa Fraga.

“Essa investigação surgiu no bojo do caso Henry. A responsável legal por uma criança, que entre os anos de 2010 e 2013, sofreu agressão comprovada pela investigação. A época, essa criança tinha entre 3 e 5 anos. Essa criança sofreu uma série de violências e até tortura”, afirmou Felipe Curi.

“Por medo, ela acabou não denunciando. Com o caso do Henry, ela criou coragem e acabou denunciando. Esse caso não tem nada a ver com o caso Henry, mas surgiu no bojo da investigação. Esse caso serve para corroborar o perfil violência do Dr. Jairinho contra menores filhos das pessoas que ele tem relacionamento amoroso. Isso ficou comprovado na investigação que foi concluída e na investigação que está em andamento”, continuou.

“Em determinados momentos ele diz não estar com determinadas crianças e em determinados locais. Porém, fotos mostram o contrário. A mãe dessa criança não foi indiciada. O crime aqui é de tortura majorada, por ser criança e por um período de dois anos”, afirmou o delegado Adriano França.

Conforme os delegados, a apuração trata a mãe da menina como vítima de violência doméstica praticada pelo vereador. Por causa das agressões, ele irá responder por tortura majorada. A prisão preventiva já foi solicitada.

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Gerencie seus cookies ou consulte nossa política.