Publicado em 29/08/2025 às 18h05.

Éden nega desejo de ser candidato, mas aceita qualquer missão dada pelo PT

”Política se faz como dedicação de vida e não é preciso ter mandato para isso”, afirmou o secretário de Comunicação do PT

Redação

Foto: Ascom / PT

 

O novo secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores e presidente do PT Bahia, Éden Valadares, afirmou não ter interesse em concorrer a uma eventual candidatura, mesmo com seu crescimento político, ao ser perguntado, em entrevista à TV Band nesta sexta-feira (29), se considera ser candidato a deputado ou a prefeito de Salvador nas próximas eleições.

‘’Não penso em ser candidato, nem a prefeito, nem a deputado, nunca tive esse fetiche. É verdade, nunca. Mas não parece conversa de político? ‘Ah, não quero ser candidato’. Mas eu não quero. Quem conhece minha história sabe que não, não articulei, nunca quis’’, respondeu o presidente do PT Bahia, que deixará o cargo no dia 05 de setembro após seis anos à frente da legenda na Bahia

Em sua convivência com o ex-deputado Zezéu Ribeiro e o senador Jaques Wagner, o novo secretário nacional de Comunicação reforçou que aprendeu muitas lições e uma delas é que a política pode ser exercida sem necessariamente ocupar um cargo eletivo. “Quem faz política pelo bem coletivo, por dedicação ao coletivo, que não é para acumular riqueza, para ter status, para andar com broche de deputado no paletó, não precisa de mandato. Política se faz como dedicação de vida e não é preciso ter mandato para se dedicar a isso”.

Éden, contudo, revelou nunca ter recusado nenhuma convocação do partido. “Se o PT achar que devo colocar meu nome para qualquer um desses postos que vocês apresentadores citaram e com o chamamento do partido, estou à disposição para a luta. Agora, fetiche, fetiche, de ter meu nome* ali escrito ‘vereador, deputado, prefeito’, não tenho”, acrescentou.

Militante ativo do movimento estudantil, da juventude e tendo desempenhando importantes tarefas nos Governo da Bahia e Federal, quando foi chefe de gabinete da Presidência da República, Éden ficou ao lado da então presidente Dilma Rousseff até a concretização do golpe. “Fui com muita honra, luta e espírito de solidariedade representando o PT que fui até o fim com a presidenta quando deposta, e hoje estou na direção nacional do PT, depois de seis anos presidente na Bahia com muita honra. É uma vida dedicada à militância sem necessariamente ter candidatura”.

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