Enfim, a Bahia começa a engatinhar em matéria de saneamento, com consórcios

    Já é consenso: os consórcios intermunicipais são a solução para os resíduos sólidos, ou o lixo

    Wladimir Antonio Ribeiro, um dos mais conceituados consultores do Brasil em matéria de consórcios, também referência nacional em saneamento básico, estava ontem na UPB no IV Integra Bahia, que a Federação de Consórcios da Bahia (Fecbahia) realizou, e contou uma história interessante.

    Em países mais avançados em saneamento, na Europa, como Alemanha e Suíça, os governos não querem mais saber de água tratada, e sim de água pura, natural.

    — Eles privatizaram o saneamento e agora estão desprivatizando. Constataram que é mais barato deslocar agricultores que sujavam do que tratar a água.

    Pressão do bem

    No Brasil, só em junho, o Senado aprovou o projeto que facilita a entrada de empresas privadas no Saneamento. Ainda engatinha na primeira etapa, a que os europeus já desprezaram.

    Entre os baianos, como o presidente da UPB, Eures Ribeiro, é consenso: os consórcios intermunicipais são a solução para os resíduos sólidos, ou o lixo, até porque sai mais barato um único local para vários do que cada um com o seu.

    Claudinei Nova, presidente da Fecbahia, diz que na Bahia existem 34 consórcios, dos quais, 27 filiados à federação. Alguns deles, como o Portal do Sertão, experiências bem sucedidas.

    Ajudando a causa da limpeza, tem a intensa pressão do Ministério Público. Se ainda estamos longe da experiência europeia, pelo menos é um começo.