Publicado em 08/10/2019 às 12h26.

Enfim, a Bahia começa a engatinhar em matéria de saneamento, com consórcios

Já é consenso: os consórcios intermunicipais são a solução para os resíduos sólidos, ou o lixo

Levi Vasconcelos

Wladimir Antonio Ribeiro, um dos mais conceituados consultores do Brasil em matéria de consórcios, também referência nacional em saneamento básico, estava ontem na UPB no IV Integra Bahia, que a Federação de Consórcios da Bahia (Fecbahia) realizou, e contou uma história interessante.

Em países mais avançados em saneamento, na Europa, como Alemanha e Suíça, os governos não querem mais saber de água tratada, e sim de água pura, natural.

— Eles privatizaram o saneamento e agora estão desprivatizando. Constataram que é mais barato deslocar agricultores que sujavam do que tratar a água.

Pressão do bem

No Brasil, só em junho, o Senado aprovou o projeto que facilita a entrada de empresas privadas no Saneamento. Ainda engatinha na primeira etapa, a que os europeus já desprezaram.

Entre os baianos, como o presidente da UPB, Eures Ribeiro, é consenso: os consórcios intermunicipais são a solução para os resíduos sólidos, ou o lixo, até porque sai mais barato um único local para vários do que cada um com o seu.

Claudinei Nova, presidente da Fecbahia, diz que na Bahia existem 34 consórcios, dos quais, 27 filiados à federação. Alguns deles, como o Portal do Sertão, experiências bem sucedidas.

Ajudando a causa da limpeza, tem a intensa pressão do Ministério Público. Se ainda estamos longe da experiência europeia, pelo menos é um começo.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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