Jornalista com experiência na área cultural, com passagem pelo Caderno 2+ do jornal A Tarde. Atuou como assessor de imprensa na Viva Comunicação Interativa, produzindo conteúdo para Luiz Caldas e Ilê Aiyê, e também na Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador. Foi repórter no portal Bahia Econômica e, atualmente, cobre Cultura e Cidade no portal bahia.ba.
DRT: 7543/BA
Publicado em 30/10/2025 às 16h13.
Érika Hilton defende redução gradual da jornada de trabalho
Deputada federal, que marcou presença em um seminário em Salvador, propõe transição da escala 6x1 para 5x2, com 40 horas semanais
João Lucas Dantas / Luana Neiva

O debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal ganhou novos contornos nesta quinta-feira (30), durante seminário realizado na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Liderada pela deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP), autora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema, a discussão em Salvador confirmou a estratégia de focar, inicialmente, na redução da jornada para 40 horas semanais e a adoção da escala 5×2.
“O nosso intuito com os seminários é reunir o máximo possível de informações e de escuta, entender quais são os pontos de preocupação da sociedade, dos setores patronais e da própria classe trabalhadora, para saber como podemos adaptar e aperfeiçoar o texto. Estive com a ministra Simone Tebet e com o ministro Fernando Haddad, ontem, para compreender como podemos amarrar essa proposta”, afirmou a parlamentar.
A medida representa uma adaptação da proposta original, que previa uma jornada de 36 horas em escala 4×3. A deputada explicou que a ideia ousada inicial serviu como “margem de negociação”, e que, após conversas com ministérios como Fazenda (Fernando Haddad) e Planejamento (Simone Tebet), além de setores patronais, o consenso aponta para um movimento mais gradual.
“A política é feita de ‘gordura’. Se você não tem gordura, não tem negociação. É preciso margem para negociar. Quando propusemos isso, acreditávamos que seria possível chegar a uma jornada de 36 horas semanais, em uma escala 4×3. Defendemos essa mudança como um processo de transição de longo prazo”, esclareceu Érika.
“Entendemos que o que deve se estabelecer, neste primeiro momento, é uma escala 5×2, com 40 horas semanais. Esse é o primeiro movimento. Estamos totalmente satisfeitos? Não. Queremos avançar gradualmente. Se hoje conseguirmos aprovar a redução para 40 horas e 5 dias de trabalho por semana, já será uma grande vitória. A partir daí, trabalharemos para, no futuro, alcançar a proposta original”, acrescentou.
Possibilidade de prejuízo
Questionada a respeito da possibilidade da medida gerar desemprego ou prejuízo para as empresas, afirma que é “uma preocupação legítima”.
Em sua defesa, citou uma estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) que projeta a criação de 3 milhões de novos postos de trabalho com a medida.
“A inflação não é prejudicada, porque não há uma relação direta entre a inflação e a jornada de trabalho do trabalhador”, argumentou Hilton, defendendo que a mudança trará “mais equilíbrio para a economia, mais fôlego para as empresas, mais saúde para o caixa empresarial e mais dignidade para a classe trabalhadora”.
A parlamentar fez ainda um paralelo histórico, lembrando que argumentos semelhantes de inviabilidade econômica foram usados contra a implementação de direitos como o 13º salário, férias remuneradas e licença-maternidade.
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