Publicado em 07/11/2019 às 10h54.

Extinção de municípios pequenos é uma boa pedida ou um desserviço?

Em Minas Gerais está o menor município do Brasil, Serra da Saudade, com 786 habitantes, onde o prefeito Alaor Machado (PP) se elegeu em 2016 com 490 votos

Levi Vasconcelos
Foto: Prefeitura de Serra da Saudade
Foto: Prefeitura de Serra da Saudade

 

A extinção de municípios com menos de cinco habitantes e baixa arrecadação, proposta pelo governo na PEC do Pacto Federativo, deu o que falar no mundo político, obviamente dividindo opiniões.

Se a ideia colar, conforme as projeções populacionais do IBGE, 1.254 no Brasil e 10 na Bahia estariam ameaçados de extinção, 10 na Bahia (Maetinga, Catolândia, Lafaiete Coutinho, Lajedão, Ibiquera, Dom Macedo Costa, Contendas do Sincorá, Aiquara e Gavião).

O deputado Aderbal Caldas (PP), por exemplo, cita que em Minas Gerais está o menor município do Brasil, Serra da Saudade (foto), com 786 habitantes, onde o prefeito Alaor Machado (PP) se elegeu em 2016 com 490 votos, ou 56,52%

— Em São Paulo também tem Borá, com 956 habitantes. Já o povoado de Jurema, na Região Metropolitana de Fortaleza, tem 200 mil habitantes. Tem sentido isso?.

Zé Cocá

Mas há os que acham que emancipar povoados distantes significa levar a presença do Estado onde não haveria nada se assim não fosse, como o deputado Zé Cocá (PP), ex-prefeito de Lafaiete Coutinho, um dos ameaçados de extinção, que fez uma administração de repercussão tão boa que ano passado foi o mais votado em Jequié, onde é prefeiturável hoje.

— Tínhamos 20 escolas, deixei só cinco, três na sede e duas na zona rural, com cinco refeições ao dia. E botei postos de saúde em todo lugar com mais de 20 famílias. Isso é promover a cidadania.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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