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Publicado em 12/01/2026 às 11h45.

‘Faturamento será gradativo’, diz presidente da concessionária da nova Rodoviária de Salvador

Segundo Eduardo Pedreira, 80% dos contratos de locação das lojas estão assinados

Raquel Franco / Heber Araújo
Fotos: Reprodução/Heber Araújo/bahia.ba

 

Segundo Eduardo Pedreira, presidente do Conselho de Administração da Sinart (Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico), concessionária responsável pelo equipamento, o faturamento do novo Terminal Rodoviário de Salvador seguirá um ritmo progressivo. Ele afirmou que o terminal já tem 80% dos contratos de locação comercial assinados, mas a ocupação física será por etapas.

Pedreira detalhou a viabilidade econômica do empreendimento em entrevista durante a entrega das chaves ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) nesta segunda-feira (12). 

“O faturamento será um pouco gradativo. Eu tenho 80% de contratos assinados de locações comerciais, mas não tenho 80% de lojas implantadas. Preciso que essa leva seja implementada para depois passar para a segunda fase dos meus restantes 20%”, afirmou Pedreira.

Sobre a operação das passagens, Pedreira esclareceu que as receitas tarifárias serão transferidas integralmente com a mudança das atividades do terminal antigo para o novo. Ele admitiu a possibilidade de uma oscilação inicial na demanda devido à adaptação do público e alertou para a necessidade de fiscalização contra o transporte clandestino. 

“Eventualmente, devo ter uma pequena perda no início, mas a gente tem que fazer a nossa parte de denunciar para que o governo faça a sua parte de combater”, disse.

Construção moderna e sustentável

Pedreira enfatizou que o padrão adotado na construção do equipamento não é apenas uma estrutura de transporte, mas um marco de engenharia moderna e sustentável. Ele destacou que a rodoviária possui dupla certificação internacional: o selo LEED Silver, do US Green Building Council, e a certificação do International Finance Corporation (IFC), do Banco Mundial.

“Essa construção foi toda projetada para ser moderna, eficiente em termos de consumo de água, energia e até a posição do vento. Tudo isso foi estudado antes da implementação”, afirmou, reforçando que o selo obtido “não é um selo comum”.

Impacto urbano

No que diz respeito ao impacto urbanístico, o presidente da Sinart projetou uma transformação profunda na região de Águas Claras, comparando o potencial do novo vetor ao desenvolvimento gerado pela antiga rodoviária no Iguatemi. 

Segundo ele, a tendência é que as áreas circunvizinhas, hoje ocupadas majoritariamente por galpões, deem lugar a prédios comerciais, residenciais e shoppings.

Raquel Franco
Natural de Brasília, formou-se em produção em comunicação e cultura e em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também é fotógrafa formada pelo Labfoto. Foi trainee de jornalismo ambiental na Folha de S.Paulo.

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