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Publicado em 08/01/2026 às 11h32.

Filhos de Bolsonaro rejeitam 8 de janeiro e citam perseguição da esquerda

Flávio e Crlars defenderam que o golpe foi aplicado pela esquerda para voltar ao poder e perseguir Bolsonaro

Heber Araújo
Foto: Flickr

 

No aniversário de três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro, celebrado nesta quinta-feira, os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio e Carlos Bolsonaro, se manifestaram sobre a data e rechaçaram a tentativa de golpe. Segundo eles, o que há, de verdade, é uma perseguição da esquerda contra Bolsonaro e contra políticos de direita.

O primeiro a se manifestar foi o ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), que afirmou que as leis do Brasil estão sendo desrespeitadas, tudo com o objetivo de perseguir Jair Bolsonaro. “Um golpe que nunca existiu, uma perseguição suprema jamais vista na história do Brasil e leis sumariamente ignoradas, inclusive quando comorbidades graves são expostas”, declarou.

“Tudo isso sob o silêncio cúmplice das instituições que deveriam zelar pela Constituição, pelos direitos humanos e pelo devido processo legal. O que se assiste não é Justiça, é vingança; não é democracia, é exceção permanente; não é Estado de Direito, é o verdadeiro negacionismo em sua essência!”, escreveu ele no X.

Já o senador e pré-candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro (PL), compartilhou um vídeo nas redes onde afirmou que o verdadeiro golpe foi feito pela esquerda. A postagem ainda vem acompanhada de um vídeo com trechos de discursos dos ministros do STF e do presidente Lula (PT).

Na gravação, Flávio contradiz o discurso dos ministros e do presidente com manchetes de jornais publicadas em 2025, na tentativa de revelar “as mentiras” contadas pelo petista.

“8 de Janeiro da mentira. Golpe da Esquerda. Lula já te enganou hoje”, escreveu o político em postagem no X.

Relembre o 8 de Janeiro

O ataque do 8 de janeiro se tratou de uma tentativa de golpe promovida por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que estavam insatisfeitos com o resultado das eleições de 2022, vencida por Lula. Assim, no dia 8 de janeiro de 2023, os manifestantes invadiram os três poderes (Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto), onde cometeram atos de vandalismo.

Por esses atos, o ex-presidente Jair Bolsonaro ainda foi considerado culpado de liderar a organização criminosa que orquestrou a ação dos manifestantes.

Até o momento, a Suprema Corte do Brasil já condenou 810 pessoas envolvidas nos atos golpistas, das quais, 395 foram condenadas por crimes graves e 415 por crimes de menor gravidade. apenas 14 pessoas acabaram sendo absorvidas das acusações.

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