Publicado em 20/05/2016 às 08h00.

Garçom demitido por Temer foi íntimo de Lula e recatado com Dilma

Ao servir o petista, ele escondia o dedo mindinho da mão esquerda, em uma brincadeira para imitar o ex-presidente

Redação
(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

 

O garçom do Palácio do Planalto, José da Silva Catalão, que serviu a dois governos, Lula e Dilma, foi demitido no fim do expediente de terça-feira (17) pela equipe do presidente interino Michel Temer.

Antes de ser afastada, Dilma Rousseff lamentou ao deixar o trabalhador: “Tchau, Catalão. Não posso levar você comigo”. Mas o alvo da despedida, o garçom, na verdade, estava satisfeito em permanecer na função.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, ele imaginava que, a partir dali, prestaria seus serviços ao terceiro presidente consecutivo. Disse que precisava do emprego e pediu para ser realocado na copa de outro andar do palácio. Mas ouviu que estavam apenas cumprindo ordens. Desconfiavam que Catalão pudesse passar informações que ouvisse nos gabinetes entre um café e outro para a equipe de Dilma.

Aos 52 anos, oito deles com livre acesso ao gabinete presidencial, o garçom nega ligação com o PT e ficou surpreso com o desligamento. Desde a exoneração, foge do assédio da imprensa. Assustado com a repercussão de sua saída, não atende a jornalistas, apenas amigos.

Ainda de acordo com a reportagem, o bom humor de Catalão se destacava no clima do terceiro andar do Planalto. Mas era com Luiz Inácio Lula da Silva, seu primeiro chefe presidencial, que ele tinha mais intimidade.

Ao servir o petista, escondia o dedo mindinho da mão esquerda, em uma brincadeira para imitar o ex-presidente e sua marca famosa. Lula respondia sempre com um palavrão, aos risos.

Catalão não era concursado. Na função de garçom da Presidência da República, ganhava R$ 3.870 e agora procura um novo emprego.

Temas: Catalão , dilma , garçom , Lula , Temer

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