Publicado em 18/06/2024 às 14h41.

Governador promete cobrar da Coelba efetividade de ‘compromissos ambientais’

"Não posso estar indo para fora do país pregar que temos energia renovável e ver o oeste baiano rodando com diesel, queimando combustível. Não aceito isso"

André Souza / Fredie Ribeiro / João Lucas Dantas
Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

 

Durante coletiva na manhã desta terça-feira (18), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) reafirmou sua insatisfação com os serviços prestados pelas concessionárias ViaBahia e Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba). O chefe do Executivo estadual disse que 2025 “será um ano de avaliação” junto ao presidente Lula (PT) e ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD).

“São grandes responsabilidades. A primeira é uma via federal (BR-324), mas eu sou governador e tenho que reivindicar. Nós elegemos Lula para isso, para cobrarmos aquilo que for necessário, para nos colocarmos à disposição. O outro é a distribuidora de energia do Estado da Bahia. Estou firme, eu não posso abrir mão do meu lugar”, afirmou jerônimo durante reunião com representantes da Air France.

O governador se mostrou insatisfeito com a forma como a Coelba tem tratado as questões ambientais. Ele defende as bandeiras de matrizes energéticas renováveis, como a solar, a eólica e o hidrogênio verde. “É uma empresa parceira em alguns programas nossos, mas tem responsabilidades. Eu não posso estar indo para fora do país pregar que nós temos energia renovável e ver o oeste baiano rodando com diesel, queimando combustível. Não aceito isso. Ela tem compromissos ambientais e vai responder por isso”, disse Jerônimo Rodrigues.

Ele afirmou ainda ter se reunido com autoridades que o ajudarão a garantir o alinhamento das empresas com seu plano governamental de sustentabilidade.

“Já falei com o presidente Lula e com o ministro de Minas e Energia (Alexandre Silveira); pedi ao ministro Rui Costa (Casa Civil) e aos meus senadores que me ajudem nesse aspecto. Também já conversei com a Fieb (Federação das Indústrias do Estado da Bahia) e com o presidente Ricardo Alban, da CNI (Confederação Nacional da Indústria), e me coloquei no meu papel. O que eu puder fazer para ajudar, não me negarei, seja com a ViaBahia ou com a Coelba. Agora, o que eu quero é que a Bahia tenha as condições de investimento, tanto no fornecimento de energia elétrica, quanto nas nossas vias.”

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