Publicado em 22/02/2020 às 10h03.

Governadores reprovam possível ajuda federal para MG após aumento de salários

Chefe do Executivo estadual, Romeu Zema (Novo) aprovou reajuste de 41,47% ao funcionalismo

Redação
Romeu Zema, governador de Minas Gerais (Divulgação/Facebook/Romeu Zema)
Romeu Zema, governador de Minas Gerais (Divulgação/Facebook/Romeu Zema)

 

Mesmo com a promessa de vetar o reajuste de 41,7% ao funcionalismo, restringindo o benefício a policiais, Romeu Zema (Novo) enfrentará a ira dos demais governadores, pressionados por seus servidores a seguir o mineiro. Segundo a coluna Painel, da Folha, os gestores classificam como absurda a hipótese de Minas receber ajuda da União após o aumento salarial e já levaram a insatisfação ao Ministério da Economia. O auxílio ao estado custaria R$ 140 bi em seis anos —com o reajuste a policiais, aumentará em 20%.

Como comparação, quando o Rio quebrou, em 2017, a União topou criar um regime de recuperação fiscal e socorrê-lo com R$ 92 bilhões. O buraco de Minas, portanto, é de largada 50% maior e, agora, crescente, destaca a publicação.

Ainda de acordo com a coluna, o governo mineiro deve começar a conversa com o governo federal depois do Carnaval e deve tentar envolver até Jair Bolsonaro (sem partido). O argumento é que, além de quebrado, o estado corria o risco de viver situação parecida com a do Ceará, em que os policiais militares se amotinaram contra o governo.

Para ingressar no programa, Zema precisa angariar apoio na assembleia local para a privatização da Codemig e para uma reforma da Previdência, cujo texto deve ser enviado março. Os votos da bancada das forças de segurança no legislativo local não são inexpressivos: somam uma dezena, segundo parlamentares.

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