Publicado em 10/09/2019 às 13h06.

Greenwald, uma boa contribuição da Vaza Jato para o bom jornalismo

Nada melhor que um jornalista de renome internacional para personificar o orgulho da categoria

Levi Vasconcelos
Foto: Arquivo Pessoal/Facebook
Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

 

Pergunta-me a leitora Lindaiá Santos, da Barra, Salvador, o que acho, como jornalista, do desempenho de Glenn Greenwald, do site The Intercept, no caso que chamam de Vaza Jato.

Posto que domingo último foi o Dia Internacional do Jornalista, nada melhor que um jornalista de renome internacional para personificar o orgulho da categoria.

Minha cara Lindaiá, o Vaza Jato nos deixou quatro grandes lições, pela forma da divulgação e pelo conteúdo, algumas que vão pairar como ponto de reflexão para a sociedade em geral.

1 — Jornalista que se preza não pode cometer crimes para obter informações, mas não deve pensar duas vezes em divulgar, mesmo as obtidas de forma criminosa, especialmente se elas contiverem crimes, como no caso.

2 — Ficou claro que alguns que posavam de arautos da moralidade com o manto da Lava Jato, como o procurador Deltan Dellagnol e o então juiz Sérgio Moro, na real eram santos do pau oco.

3 — Esse o principal, ficou claro que o Brasil tem que ser repensado a partir do momento em que gente com mandato vitalício aponta, acusa e condena gente como mandato transitório, os políticos, sem ter quem contenha os seus excessos.

4 — Também ficou claro que, na política, na Justiça e em geral, a razão principal da crise no Brasil é moral. Todo mundo fala em decência, mas o que mais se vê é Satanás pregando quaresma.

Entendido, Lindaía?

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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