Ivo Borré: agronegócio baiano sofre uma perda

    'Tinha uma marca pessoal, tudo tinha que ser bem certinho. Até o chão tem que ser limpo como manda o figurino'

    João Lopes Araújo, presidente da Associação Bahiana dos Produtores de Café, diz que com a morte de Ivo Borré, o piloto da Fazenda Progresso, em Mucugê, um gaúcho que há mais de 30 anos adotou a Bahia, o agronegócio baiano perdeu um dos seus maiores expoentes em matéria de produzir tudo dentro do maior respeito ambiental:

    – Ele começou plantando batata e cebola, depois partiu para uvas e fabricar vinhos, e, de uns 15 anos para cá, café fino. Tinha uma marca pessoal, tudo tinha que ser bem certinho. Até o chão tem que ser limpo como manda o figurino. Não tinha nem um pedacinho de papel.

    Ivo tinha 63 anos e era um dos maiores produtores de café de alta qualidade da Bahia.