Publicado em 08/01/2016 às 11h20.

Janot vê indícios de propina a PT e PMDB em fundos de pensão

Procuradoria-Geral da República avalia possível reprodução do esquema do petrolão em fundos de pensão e no FGTS

Redação
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

 

A Procuradoria-Geral da República avalia indícios de reprodução do esquema do petrolão em fundos de pensão e no FGTS, com pagamento de propina a PT e PMDB, a partir de mensagens apreendidas no celular do empresário Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS. “Pelo que se pode inferir das mensagens, há aquisição de debêntures (títulos de dívidas) emitidas pelas empresas, que são adquiridas ou por bancos – Caixa Econômica Federal, por meio do FI-FGTS, ou BNDES – ou por fundos de pensão onde há ingerência política”, escreveu o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nos autos da Operação Catilinárias, um tipo de desdobramento da Lava Jato.

Segundo a PGR, as mensagens apontam a cobrança de “vantagens indevidas” pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e pelo tesoureiro afastado do PT, João Vaccari Neto, por operações de capitalização das empresas do grupo OAS. “Tudo mediante pagamento de vantagem indevida aos responsáveis por indicações políticas, inclusive doações oficiais”, disse Janot.

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