Publicado em 11/06/2026 às 16h51.

Jerônimo classifica ACM Neto como anti-Lula e cobra oposição: ‘Quero ver proposta’

Governador critica postura de neutralidade do ex-prefeito e ironiza a falta de realizações no interior

Otávio Queiroz / Luana Neiva
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

 

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), subiu o tom contra o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo em 2026, ACM Neto (União Brasil), ao analisar a estratégia de posicionamento nacional do adversário.

Durante pronunciamento, o chefe do Executivo estadual afirmou que a postura de distanciamento adotada pelo líder da oposição baiana em relação ao cenário federal esconde uma rejeição deliberada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeditando a tática de neutralidade utilizada no pleito anterior.

Para Jerônimo Rodrigues, a conduta política de ACM Neto não se define por uma convicção ideológica à direita, mas sim por uma oposição sistemática ao projeto petista.

“Está muito claro que o ex-prefeito, ele não é bolsonarista, ele é anti-Lula. Na eleição passada, ele pegou a carona conosco, no ‘tanto faz’. Ele continua assim ainda”, disparou o governador, criticando a tentativa do oponente de evitar o debate nacionalizado no estado.

O petista ironizou as recentes movimentações e agendas da oposição no interior da Bahia, citando como exemplo a ausência e a posterior presença do adversário em grandes eventos econômicos e agrícolas, como a feira do agronegócio realizada em Luís Eduardo Magalhães.

Jerônimo pontuou que o discurso do grupo rival permanece vazio de conteúdo programático e focado apenas no sentimento de rejeição partidária.

“É impressionante que ele não apresenta uma proposta, eles querem só dizer ‘eu quero tirar o PT daqui, tirar o Lula dali’. Eu gostaria de ver essa proposta dele”, cobrou o governador.

Desafio sobre o legado e balanço de entregas

O chefe do Executivo estadual elevou a fervura do debate ao resgatar o histórico familiar e político do ex-prefeito, desafiando-o publicamente a demonstrar o legado deixado pelas gestões passadas de seu grupo na Bahia.

Jerônimo sugeriu que a imprensa do interior cobrasse dados concretos sobre a herança administrativa da oposição.

“Ele podia ter dito para a imprensa de Luís Eduardo, sobre os quatro anos de governo do pai dele, se ele pudesse elencar cinco ações. Cinco, não pedia mais não. Queria que ele tivesse elencado cinco ações que o pai dele fez na Bahia”, alfinetou, em referência ao período em que Paulo Souto e o carlismo comandavam o estado.

Jerônimo concluiu o pronunciamento estabelecendo um contraponto entre as críticas da oposição e a agenda de inaugurações que o governo estadual prepara para os próximos meses em parceria com o governo federal.

Ele garantiu que a melhor resposta aos ataques será o volume de obras entregues à população baiana, mencionando equipamentos de saúde e cultura.

“Quem tem que julgar isso é o povo da Bahia. O nosso [presidente] vai estar aqui no dia primeiro, celebrando entrega de hospital e policlínica. Nós estamos fazendo isso com o presidente Lula. Tomara que dê tudo certo para a gente poder apresentar a ponte e entregar o novo Teatro Castro Alves”, finalizou o governador Jerônimo Rodrigues.

Otávio Queiroz
Soteropolitano com 7 anos de experiência em comunicação e mídias digitais, incluindo rádio, revistas, sites e assessoria de imprensa. Aqui, eu falo sobre Cidades e Cotidiano.

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