Publicado em 02/04/2025 às 16h49.

João Roma denuncia ação do crime organizado em invasões de terras no Extremo Sul da Bahia

Segundo dirigente, grupos criminosos aproveitam de pautas como a reforma agrária e a demarcação de terras indígenas para cometer violações

Redação
Foto: Assessoria

 

O ex-ministro da Cidadania e presidente do PL na Bahia, João Roma, denunciou a participação do crime organizado em invasões de terras e propriedades no Extremo Sul do estado. Segundo o dirigente, grupos criminosos estão se aproveitando de pautas como a reforma agrária e a demarcação de terras indígenas para cometer crimes.

“Já está muito claro que há uma participação crucial do crime organizado nessas invasões ilegais. Esses grupos se utilizam dessas questões para manipular pessoas vulneráveis e promover atos criminosos”, afirmou Roma, destacando a ausência do Estado em regiões isoladas como um fator que facilita essas práticas.

De acordo com Roma, a situação tem gerado prejuízos para produtores rurais, com crimes como desvio de mercadorias e extorsão de proprietários de terra. “Uma pauta lícita se tornou uma oportunidade para o crime organizado. Tudo faz parte de uma estratégia dessas organizações para explorar novas fontes de renda ilícita”, disse.

O líder do PL no estado também mencionou a atuação da deputada federal Roberta Roma, que, na condição de secretária-geral da Frente Parlamentar da Agropecuária, denunciou a insegurança enfrentada por produtores da região. Ele citou uma reunião realizada em Brasília na terça-feira (1º), na qual foi apresentado um panorama da situação, incluindo questões legislativas que, segundo ele, incentivam conflitos fundiários. “Em vez de regularizar os assentamentos e dar segurança jurídica, há quem prefira usar essas pessoas como massa de manobra”, criticou.

Questionado sobre as eleições de 2026, Roma reafirmou sua pré-candidatura ao governo da Bahia, destacando a necessidade de unir forças para derrotar o PT. Ele citou a estratégia do PL em Itamaraju nas eleições de 2024 como exemplo para o pleito estadual. “Abrimos mão de uma candidatura própria para evitar que o PT vencesse e apoiamos Jorge Almeida (PSDB), que foi eleito. O mesmo raciocínio deve ser aplicado nas próximas eleições”, concluiu.

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