João Vicente Goular mira a presidência com um pé no passado e outro no futuro

    Diz ele que o Pátria Livre, partido a que pertence, é originário no MR-8, grupo que entrou na luta armada na época da ditadura

    Frase da vez

    “Pouco se pode esperar de alguém que só se esforça quando tem a certeza de vir a ser recompensado”

    José Ortega y Gasset, filosófo espanhol (1883-1955)

    Foto: divulgação
    Foto: divulgação

     

    No seu périplo por Salvador, João Vicente Goulart, o filho do ex-presidente João Goulart, o Jango, deposto por um golpe militar em 1964, se lançou candidato à presidência da República pelo recém-fundado Partido Pátria Livre com duas missões: resgatar a memória do pai, o principal, e tentar firmar um novo partido de esquerda no jogo político.

    De experiência eletiva ele teve apenas um mandato, o de deputado estadual pelo Rio Grande do Sul, de 1982 a 1986, mas argumenta que foi várias vezes secretário, ocupou autarquias e sobretudo tornou o Instituto Presidente João Goulart uma entidade operosa:

    — O governo do meu pai talvez seja caso único na história da República, pelas circunstâncias, não organizou a saída. Por isso estamos juntando documentos, já temos mais de sete mil. Mas produzimos o documentário Jango em três atos e o dossiê Jango.

    Niemayer na fita

    Ele ressalva, todavia, que a obra mais importante, ainda por fazer, é o Memorial da Liberdade, o último projeto de Oscar Niemeyer, em Brasília.

    Isso dá para encarar uma disputa presidencial?

    Diz ele que o Pátria Livre, partido a que pertence, é originário no MR-8, grupo que entrou na luta armada na época da ditadura:

    — Nós vamos propor um modelo diferente. O golpe de 64 não foi contra Jango. Foi contra um projeto de nação.

    Só resta esperar para ver.