Julgamento de Bolsonaro no STF: entenda passo a passo do processo
Ex-presidente será julgado na próxima terça-feira, 2, por suposto envolvimento na tentativa de golpe de Estado

O Supremo Tribunal Federal (STF) dá início na terça-feira, 2, ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus envolvidos na trama golpista após as eleições de 2022, que elegeu Lula (PT) à presidência do país.
O caso está sob análise da Primeira Turma da Corte, sob a presidência do ministro Cristiano Zanin, que fará a leitura do processo, e em seguida, passará a palavra para o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
Nesta terça, ainda não deve ser deferido o resultado do processo que pode condenar ou absolver o ex-mandatário por suposta participação no golpe de Estado.
Isso porque a primeira sessão envolve os seguintes passos:
Leitura do relatório;
Leitura dos dados da investigação;
Alegações das partes;
Fala da defesa dos réus, que terão uma hora para rebater as acusações.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá duas horas para apresentar as provas contra os réus.
Votação
Após o trâmite, é o momento da votação dos magistrados. O voto será iniciado pelo relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, que pode ter a opinião seguida pelos demais.
Passado o voto de Moraes, votam na sequência:
Flávio Dino;
Luiz Fux;
Cármen Lúcia;
Cristiano Zanin.
Se acharem necessário, os magistrados ainda podem pedir vista sobre o caso, isto é, mais tempo para estudar o processo. Com o pedido, o julgamento é interrompido e retomado após 90 dias.
A expectativa é o que o processo seja encerrado no dia 12 de setembro.
Se condenados, os réus poderão pegar mais de 40 anos de prisão.
Saiba quem são os réus:
Jair Bolsonaro, ex-presidente;
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
Calendário de sessões
Terça-feira, 2/9 – 9h-19h
Quarta-feira, 3/9 – 9h-12h
Terça-feira, 9/9 – 9h-19h
Quarta-feira, 10/9 – 9h-12h
Sexta-feira, 12/9 – 9h-19h
Mais notícias
-
Política19h44 de 09/03/2026
Ivana Bastos surge nos bastidores como vice de Jerônimo Rodrigues
O bahia.ba procurou o senador Otto Alencar para comentar o assunto, mas não obteve retorno até o momento
-
Política19h30 de 09/03/2026
Hilton Coelho propõe ambulatórios para doença falciforme nas policlínicas
O parlamentar destaca que a Bahia reúne um dos maiores índices da doença no país
-
Política19h26 de 09/03/2026
Vereador propõe proibir cobrança de estacionamento em supermercados de Salvador
Proposta ainda será analisada pelas comissões temáticas da Câmara antes de seguir para votação no plenário
-
Política19h00 de 09/03/2026
MDB cancela filiação de Dado Dolabella no diretório do Rio de Janeiro
A decisão foi tomada pelo presidente nacional da legenda, o deputado federal Baleia Rossi
-
Política18h35 de 09/03/2026
Lula alerta: ‘Se não nos prepararmos, alguém invade o Brasil’
A fala ocorre em meio a um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e disputas entre potências
-
Política18h29 de 09/03/2026
Zema descarta ser vice de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial
Governador também descartou qualquer possibilidade de aliança com a federação União Progressistas
-
Política18h09 de 09/03/2026
Violência contra a mulher domina debate na CMS após atos do 8 de Março
Vereadores e representantes de movimentos sociais discutiram o aumento das estatísticas de feminicídio no país
-
Política17h40 de 09/03/2026
Moraes dá 48h para secretaria indicar presídio para Domingos de Brazão
As penitenciárias federais como a de Porto Velho são de segurança máxima
-
Política17h10 de 09/03/2026
Leila Pereira adia depoimento à CPMI do INSS; saiba quando
O pedido de comparecimento foi apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar
-
Política17h04 de 09/03/2026
Em defesa da paridade, Marta Rodrigues cobra maior presença de mulheres na política baiana
Vereadora também cobrou uma postura mais ativa das siglas partidárias










