Publicado em 26/01/2021 às 19h40.

Líderes de segmentos religiosos protocolam pedido de impeachment de Bolsonaro

Para religiosos, Bolsonaro deixou de fazer o que estava entre suas obrigações e suas atitudes se enquadram na Lei de Responsabilidade

Redação
(Campo Alegre de Lourdes - BA, 30/07/2020) Palavras do Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos /PR
Foto: Alan Santos /PR

 

Líderes religiosos protocolaram nesta terça-feira (26) um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. O motivo é a forma que o chefe do Executivo tem conduzido o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

De acordo com informações do G1, o documento apresentado na Câmara dos Deputados é assinado por 380 pessoas. Entre elas estão bispos, pastores, padres e frades, e religiosos cristãos ligados às igrejas católica, anglicana, luterana, presbiteriana, batista e metodista. Dom José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo, no Maranhão e presidente da CNBB (Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) também assina o pedido.

“Bolsonaro atuou contra recomendações de autoridades sanitárias, desrespeitou regras de obrigatoriedade de uso de máscaras, promoveu e estimulou aglomerações, colocou em dúvida a eficácia e promoveu obstáculos à aquisição de vacinas, fez campanha pelo uso de medicamentos e tratamentos não corroborados pela comunidade científica, o que resultou, entre outras consequências, na pressão do Ministério da Saúde para uso dos medicamentos sem eficácia comprovada em Manaus, ao mesmo tempo em que se esgotava o estoque de oxigênio na cidade”, diz um trecho do pedido de 74 páginas.

Os líderes religiosos afirmaram que Bolsonaro deixou de fazer o que estava entre suas obrigações como presidente e suas atitudes podem se enquadrar na Lei 1.079/1950, que define os crimes de responsabilidade. Entre eles: não tornar efetiva a responsabilidade dos seus subordinados; expedir ordens ou requisições contrárias às disposições expressas na Constituição; e proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo.

O governo federal ainda não se manifestou sobre o pedido, que se soma a outros 61 já apresentados à Câmara. Desse total, 56 estão em análise. Os outros cinco foram arquivados ou não aceitos por questões formais, sem análise do mérito.

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