Publicado em 09/03/2016 às 20h00.

Lídice sobre saída de Erundina do PSB: ‘Apelei pra que ficasse’

Entre as motivações da deputada federal Luiza Erundina está a ida do PSB para a oposição. Na Bahia, a senadora Lídice da Mata reafirma com as alianças regionais

Hieros Vasconcelos
Lídice, Erundina e Fabíola Mansur (esq p/ dir)
Lídice, Erundina e Fabíola Mansur em 2014, em período de campanha (Foto: Ascom/Fabíola Mansur)

 

A senadora e presidente do PSB na Bahia, Lídice da Mata, lamentou a saída da deputada federal Luíza Erundina (SP) do partido, conforme anunciado pela parlamentar nesta quarta (9), em reunião com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

Ao bahia.ba, a socialista contou que já tinha conhecimento da decisão e  que chegou a fazer um apelo à deputada na última segunda-feira (7) para que ela permanecesse na sigla.

“Eu jantei com Erundina na segunda-feira, inclusive apelei para que ela não fizesse isso nesse momento, de crise profunda no país, onde a palavra como a dela, com a responsabilidade e credibilidade dela ajudaria muito o PSB”, afirmou a senadora. Entre as motivações da saída de Erundina, está a ida do PSB para a oposição, anunciada na  sexta-feira (4), dia em que o ex-presidente Lula foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal para depor na 24ª fase da Operação Lava Jato.

A deputada federal tem até o dia 18 de março para se filiar a um novo partido, por meio da janela partidária, para que dessa forma continue com o mandato.  Segundo Lídice, Erundina deve se filiar ao PSOL e a saída dela não foi motivada apenas pela ida do PSB para a oposição a nível nacional. “Ela é uma mulher que tem uma história extraordinária e por isso não pode deixar sua história em qualquer lugar onde não possa ter protagonismo”, afirmou ao Lídice bahia.ba. A parlamentar participa, atualmente, do processo de criação do partido “Raiz Movimento Cidadanista”, que ainda está na fase de coleta de assinaturas.

PSB na Bahia –  A ida do PSB para a oposição não afeta o que ficou acertado com a legenda  na Bahia, segundo a senadora – que apoiou a reeleição de Dilma. A socialista, que também considerou como exagerada a condução coercitiva do ex-presidente petista, a posição nacional não vai intervir nas alianças regionais. “A posição da Bahia continua a mesma, e o compromisso do partido é de que sua posição nacional não intervenha nas alianças regionais”, declarou

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